UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Em relação à doença renal do diabetes e seu tratamento, é correto afirmar que
Tratamento DRD = redução risco CV + controle glicêmico/pressórico + bloqueio SRAA (reduz pressão intraglomerular).
O tratamento da Doença Renal do Diabetes (DRD) é multifacetado, visando não apenas a proteção renal, mas também a redução do risco cardiovascular. O controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, juntamente com o bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona, são pilares para reduzir a pressão intraglomerular e retardar a progressão da doença.
A Doença Renal do Diabetes (DRD), ou nefropatia diabética, é uma complicação microvascular grave do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal no mundo. É um processo multifatorial que envolve lesão mecânica, disfunção celular e fibrose, e a albuminúria é um marcador importante não só de lesão renal, mas também de risco cardiovascular aumentado. O tratamento da DRD é complexo e visa retardar a progressão da doença renal e reduzir o risco de eventos cardiovasculares. Isso inclui o controle rigoroso da glicemia (com alvo de HbA1c individualizado), o controle pressórico (com alvo < 130/80 mmHg para a maioria dos pacientes) e, fundamentalmente, o bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) com inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA). Recentemente, os inibidores do SGLT-2 e os agonistas do receptor de GLP-1 demonstraram benefícios renais e cardiovasculares adicionais. Os inibidores do SGLT-2 atuam restabelecendo o feedback túbulo-glomerular, o que leva à vasoconstrição da arteríola aferente e redução da pressão intraglomerular. A metformina, embora eficaz, deve ter sua dose ajustada ou ser suspensa em casos de disfunção renal avançada.
Os pilares incluem a redução do risco cardiovascular, o controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, e o bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) com IECA ou BRA. Novas classes como inibidores de SGLT-2 e agonistas de GLP-1 também são importantes.
O bloqueio do SRAA, com IECA ou BRA, promove a vasodilatação da arteríola eferente glomerular, reduzindo a pressão intraglomerular e, consequentemente, a proteinúria e a progressão da lesão renal.
Sim, a metformina pode ser utilizada em pacientes com doença renal crônica (DRC) com taxa de filtração glomerular (TFG) acima de 30 mL/min/1,73m², com ajuste de dose. É contraindicada se TFG < 30 mL/min/1,73m³ devido ao risco de acidose lática.
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