IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Analise as seguintes afirmativas sobre a insuficiência renal crônica na infância e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.( ) A acidose metabólica pode comprometer o crescimento e o estado nutricional da criança e assim requer a correção por meio da utilização de bicarbonato.( ) Em pacientes portadores de anemia que apresentem reservas normais de ferro, pode-se fazer uso da eritropoetina humana recombinante com intuito de manter os níveis habituais de hemoglobina para a idade. ( ) A hipertensão arterial sistêmica é frequentemente assintomática, e impactam determinantemente na progressão da doença. ( ) A elevação dos lipídeos é frequentemente observada em pacientes portadores de doença renal crônica e o tratamento se baseia em mudanças dietética, entretanto pode ser necessário o uso de estatina.Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
DRC pediátrica → Acidose, anemia, HAS, dislipidemia são comuns e requerem manejo ativo para otimizar crescimento e prognóstico.
A Doença Renal Crônica (DRC) na infância é uma condição complexa que afeta múltiplos sistemas. O manejo adequado de suas complicações, como acidose metabólica, anemia, hipertensão arterial e dislipidemia, é crucial para garantir o crescimento e desenvolvimento da criança, além de retardar a progressão da doença renal e melhorar a qualidade de vida.
A Doença Renal Crônica (DRC) na infância é um desafio clínico significativo, com etiologias diversas que incluem malformações congênitas do trato urinário e nefropatias hereditárias. A prevalência da DRC pediátrica tem aumentado, e seu manejo adequado é crucial para garantir o desenvolvimento físico e psicossocial da criança, além de retardar a progressão para a doença renal terminal. As complicações da DRC em crianças são multifacetadas e requerem atenção. A acidose metabólica é comum e, se não corrigida, compromete seriamente o crescimento e o estado nutricional, sendo o bicarbonato uma terapia fundamental. A anemia, devido à deficiência de eritropoetina, é tratada com eritropoetina humana recombinante, após assegurar reservas adequadas de ferro. A hipertensão arterial sistêmica é frequentemente assintomática, mas seu controle rigoroso é vital para proteger a função renal residual e prevenir eventos cardiovasculares. A dislipidemia, também prevalente, exige mudanças dietéticas e, em muitos casos, o uso de estatinas para reduzir o risco cardiovascular a longo prazo. O manejo da DRC pediátrica é multidisciplinar, envolvendo nefrologistas pediátricos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas. O objetivo é otimizar o crescimento, controlar as complicações, preservar a função renal e preparar a criança para a transição para a vida adulta, incluindo, se necessário, a terapia renal substitutiva. A educação dos pais e o suporte psicossocial são componentes essenciais para o sucesso do tratamento e a melhoria da qualidade de vida.
A acidose metabólica crônica na DRC pediátrica pode levar a retardo de crescimento, desnutrição e osteodistrofia renal, sendo essencial sua correção com bicarbonato para minimizar esses impactos.
A eritropoetina humana recombinante é utilizada para tratar a anemia da DRC em crianças com reservas de ferro adequadas, visando manter os níveis de hemoglobina apropriados para a idade e melhorar a qualidade de vida.
A HAS é uma complicação comum e frequentemente assintomática na DRC pediátrica, mas seu controle inadequado é um fator determinante na progressão da lesão renal e no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
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