PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Paciente de dois anos de idade foi admitido na Unidade de internação de pediatria para investigação de doença renal crônica, ainda sem etiologia definida. Criança veio encaminhada do interior do estado, após constatação de disfunção renal persistente após um episódio de gastroenterite aguda autolimitado. Na última avaliação laboratorial, o ritmo de filtração glomerular do paciente era 40mL/min/1,73m². Assinale a alternativa abaixo que apresenta as PRINCIPAIS ALTERAÇÕES LABORATORIAIS esperadas para esse paciente:
DRC pediátrica: Anemia normocítica, acidose metabólica, hipercalemia, hiperfosfatemia e hipocalcemia são achados comuns.
A disfunção renal crônica leva à retenção de ácidos e potássio, diminuição da produção de eritropoetina (anemia normocítica) e alterações no metabolismo do cálcio e fósforo devido à deficiência de vitamina D ativada e hiperparatireoidismo secundário.
A Doença Renal Crônica (DRC) em crianças é uma condição séria com prevalência crescente, exigindo diagnóstico precoce e manejo adequado para minimizar complicações e melhorar a qualidade de vida. A identificação das alterações laboratoriais é crucial para o estadiamento e tratamento, sendo um tema frequente em provas de residência. As alterações laboratoriais na DRC refletem a perda progressiva da função renal. A anemia é tipicamente normocítica e normocrômica devido à deficiência de eritropoetina. A acidose metabólica ocorre pela incapacidade renal de excretar íons hidrogênio. Distúrbios eletrolíticos incluem hipercalemia e hiperfosfatemia por diminuição da excreção, e hipocalcemia devido ao hiperparatireoidismo secundário e deficiência de vitamina D ativada. O manejo da DRC pediátrica envolve a correção dessas alterações, como suplementação de eritropoetina, bicarbonato, quelantes de fósforo e vitamina D, além de restrição dietética. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para retardar a progressão da doença e preparar para terapias de substituição renal, se necessário.
Na DRC pediátrica, são esperados hipercalemia e hiperfosfatemia devido à diminuição da excreção renal. A hipocalcemia também é comum, resultante do hiperparatireoidismo secundário e deficiência de vitamina D.
A anemia na Doença Renal Crônica é predominantemente normocítica e normocrômica devido à deficiência na produção renal de eritropoetina, o hormônio que estimula a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos.
A acidose metabólica é uma complicação comum da DRC, resultante da incapacidade dos rins de excretar ácidos e regenerar bicarbonato. Sua correção é importante para prevenir a progressão da doença óssea e o catabolismo proteico.
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