FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública em todo o mundo e, independentemente da causa, o curso da doença é progressivo e irreversível. Porém, por meio de medidas clínicas, pode-se atuar na redução da velocidade de progressão, no controle das comorbidades, no tratamento das complicações e no preparo para Terapia Renal Substitutiva (TRS). Nesse contexto, ao analisar as proposições abaixo, é CORRETO afirmar:I. Nos estágios 1 e 2 da DRC, o paciente pode queixar-se apenas de urina espumosa ou, até mesmo, estar assintomático.II. Quanto ao distúrbio mineral ósseo na doença renal crônica, em geral, encontram-se cálcio sérico normal ou reduzido, fósforo sérico normal ou elevado, PTH e fosfatase alcalina elevados.III. O uso de Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) é contraindicado no tratamento da DRC pelo aumento expressivo do potássio nos pacientes.
DRC inicial: assintomática ou urina espumosa. DMO-DRC: Ca normal/↓, P normal/↑, PTH/FA ↑. IECA é pilar na DRC, monitorar K+.
A Doença Renal Crônica nos estágios iniciais (1 e 2) é frequentemente assintomática, podendo apresentar apenas proteinúria (urina espumosa). O distúrbio mineral ósseo da DRC tipicamente cursa com hiperparatireoidismo secundário. IECA e BRA são fundamentais no tratamento da DRC para retardar a progressão, apesar do risco de hipercalemia, que deve ser monitorado e manejado, não sendo uma contraindicação absoluta.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível que afeta milhões globalmente. Sua detecção precoce é desafiadora, pois os estágios iniciais (1 e 2) são frequentemente assintomáticos, com a proteinúria sendo um dos poucos sinais, manifestando-se como urina espumosa. O manejo adequado visa retardar a progressão e controlar as comorbidades, sendo um tema central na prática clínica e em provas de residência. Um dos principais desafios da DRC é o distúrbio mineral ósseo, que se desenvolve à medida que a função renal declina. Caracteriza-se por alterações nos níveis de cálcio, fósforo, PTH e fosfatase alcalina, culminando em hiperparatireoidismo secundário e suas consequências ósseas e cardiovasculares. O tratamento farmacológico da DRC inclui o uso de Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) ou Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRA), que são nefroprotetores essenciais, apesar do risco de hipercalemia, que exige monitoramento rigoroso. Para residentes, é fundamental compreender que a hipercalemia associada ao uso de IECA/BRA na DRC não é uma contraindicação absoluta, mas sim uma complicação que requer manejo. A interrupção desses medicamentos sem uma justificativa clara pode acelerar a progressão da doença. O controle da pressão arterial, da proteinúria e das complicações metabólicas são pilares para melhorar o prognóstico dos pacientes com DRC.
Nos estágios 1 e 2 da Doença Renal Crônica, os pacientes são frequentemente assintomáticos. Um sinal que pode estar presente é a urina espumosa, indicativa de proteinúria, que é um marcador de lesão renal.
O distúrbio mineral ósseo na DRC, ou doença óssea da DRC (DMO-DRC), geralmente se manifesta com cálcio sérico normal ou reduzido, fósforo sérico normal ou elevado, e níveis elevados de PTH (paratormônio) e fosfatase alcalina, refletindo o hiperparatireoidismo secundário.
Os Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) e os Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRA) são cruciais no tratamento da DRC, especialmente em pacientes com proteinúria, pois reduzem a progressão da doença. O risco de hipercalemia é real, mas deve ser monitorado e manejado com ajustes de dose ou outras intervenções, não sendo uma contraindicação absoluta.
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