Doença Renal Crônica: Manejo da Anemia e Hiperfosfatemia

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019

Enunciado

Paciente, 48 anos, portador de DM e IRC, normotenso, apresenta clearance de creatinina 20 ml/min, hemoglobina 6,9g/dL, cálcio 9,0 mg/dL (normal: 8,6 – 10), fósforo 5,6 (normal: 3,5-4,5), EAS: proteinúria +++. Marque a alternativa CORRETA quanto ao tratamento recomendado nesta patologia:

Alternativas

  1. A) Dieta hipoprotéica, uso de inibor da enzima conversora da angiotensina, diálise ou transplante renal.
  2. B) Dieta hipoprotéica, eritropoietina, carbonato de cálcio
  3. C) Transfusão de concentrado de hemácias, uso da enzima conversora da angiotensina associado com bloqueador do receptor da angiotensina e calcitriol. 
  4. D) Dieta hipoprotéica, uso de bloqueador do receptor da angiotensina, carbonato de cálcio e furosemida.
  5. E) Dieta normoprotéica, sevelamer e bicarbonato de sódio.

Pérola Clínica

DRC estágio avançado: manejo inclui dieta hipoproteica, eritropoietina para anemia e quelantes de fósforo para hiperfosfatemia.

Resumo-Chave

O tratamento da DRC em estágio avançado (clearance < 30 ml/min) é complexo e visa retardar a progressão e tratar as complicações. A anemia renal é tratada com eritropoietina, a hiperfosfatemia com quelantes de fósforo como carbonato de cálcio, e a dieta hipoproteica ajuda a reduzir a carga renal.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível que afeta milhões de pessoas globalmente. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de comorbidades como diabetes mellitus e hipertensão arterial. O manejo adequado da DRC é crucial para retardar sua progressão, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, sendo um tema de grande relevância na prática clínica e em provas de residência. A fisiopatologia da DRC envolve a perda gradual de néfrons funcionantes, levando a uma diminuição da taxa de filtração glomerular (TFG) e acúmulo de toxinas. O diagnóstico é baseado na TFG estimada e na presença de marcadores de lesão renal, como proteinúria. Suspeita-se de DRC em pacientes com fatores de risco e alterações laboratoriais persistentes, como creatinina elevada, anemia inexplicada e distúrbios eletrolíticos. O tratamento da DRC é multifacetado e inclui medidas para controlar a pressão arterial, o diabetes, a proteinúria e as complicações. A dieta hipoproteica é recomendada para reduzir a carga renal. A anemia renal é tratada com agentes estimuladores da eritropoiese (eritropoietina). A hiperfosfatemia, comum em estágios avançados, é manejada com restrição dietética de fósforo e quelantes de fósforo, como o carbonato de cálcio, para prevenir a doença óssea e calcificações vasculares.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de progressão da Doença Renal Crônica?

Os sinais de progressão da DRC incluem queda progressiva do clearance de creatinina, aumento da proteinúria, anemia, distúrbios do metabolismo mineral e ósseo (hiperfosfatemia, hipocalcemia), e acidose metabólica.

Por que a eritropoietina é usada no tratamento da anemia na DRC?

A eritropoietina é usada porque os rins doentes perdem a capacidade de produzir eritropoietina, um hormônio essencial para a produção de glóbulos vermelhos, resultando em anemia normocítica e normocrômica.

Qual a importância da dieta hipoproteica na Doença Renal Crônica?

A dieta hipoproteica é importante para reduzir a carga de solutos nitrogenados nos rins, diminuindo a produção de ureia e outros produtos metabólicos, o que pode retardar a progressão da doença e aliviar sintomas urêmicos.

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