FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
Homem, 68 anos, hipertenso e diabético chega a você assintomático para consulta de check-up apresentando anemia normocítica e normocrômica, ferritina normal, creatinina 2,9 mg/dl e depuração de creatinina estimada pela fórmula CKD EPI igual a 32 ml/min. Tem volume urinário normal e ultrassonografia renal evidenciando hiperecogenicidade bilateral com perda da dissociação corticomedular. Trouxe exame de 5 meses atrás evidenciando creatinina 2,8 mg/dl e anemia de grau semelhante. Isso caracteriza:
DRC = TFG < 60 mL/min/1.73m² por > 3 meses OU marcadores de lesão renal.
A persistência da TFG < 60 mL/min/1.73m² por mais de 3 meses, associada a marcadores de lesão renal como a alteração ultrassonográfica e a anemia, caracteriza Doença Renal Crônica. A TFG de 32 ml/min/1.73m² classifica o paciente no estágio 3.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição de saúde pública global, caracterizada pela presença de anormalidades na estrutura ou função renal por mais de 3 meses, com implicações para a saúde. Sua prevalência é crescente, especialmente em pacientes com diabetes e hipertensão, as principais causas da doença. O diagnóstico precoce e o estadiamento são cruciais para o manejo e prevenção de complicações. O diagnóstico da DRC baseia-se na taxa de filtração glomerular (TFG) estimada, geralmente por fórmulas como CKD-EPI, e na presença de marcadores de lesão renal, como albuminúria ou alterações em exames de imagem. Uma TFG abaixo de 60 mL/min/1.73m² por mais de 3 meses, como no caso apresentado (32 mL/min/1.73m²), classifica a doença em estágios avançados. A anemia normocítica normocrômica e as alterações ultrassonográficas renais (hiperecogenicidade e perda da dissociação corticomedular) são marcadores de lesão renal crônica e corroboram o diagnóstico. O tratamento da DRC visa retardar a progressão da doença, controlar comorbidades e manejar as complicações. O estadiamento correto é fundamental para guiar as intervenções terapêuticas, incluindo o controle pressórico e glicêmico rigoroso, o manejo da anemia e a preparação para terapia renal substitutiva em estágios mais avançados.
A DRC é diagnosticada pela presença de TFG < 60 mL/min/1.73m² por mais de 3 meses ou por marcadores de lesão renal (albuminúria, alterações estruturais) por mais de 3 meses.
A TFG é o principal critério para estadiar a DRC em 5 estágios, onde TFG de 30-59 mL/min/1.73m² corresponde ao estágio 3.
Achados como rins hiperecogênicos, perda da diferenciação corticomedular e redução do tamanho renal são sugestivos de cronicidade.
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