DRC G3b A2: Acompanhamento, Metas de PA e Encaminhamento

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 66 anos, diabética, doença renal crônica, em seguimento na Unidade Básica de Saúde. Traz novos exames, com taxa de filtração glomerular de 31 mL/min/1,73 m² e relação albumina/creatinina 250 mg/g. Em face do exposto, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.

Alternativas

  1. A) Taxa de filtração glomerular, relação albumina/creatinina, urina I e dosagem sérica de potássio semestral. Manter seguimento em UBS, com PA alvo ≤ 130/80 mmHg.
  2. B) Encaminhar para nefrologista para programação de fístula nos próximos 6 meses e com PA alvo ≤ 130/80 mmHg.
  3. C) Taxa de filtração glomerular, relação albumina/creatinina anual, urina I e dosagem sérica de potássio semestral e manter seguimento em UBS e com PA alvo ≤ 140/90 mmHg.
  4. D) Encaminhar para nefrologista para realização de relação albumina/creatinina semestral, urina I e dosagem sérica de potássio a cada 3 meses, programar terapia renal substitutiva, com PA alvo ≤ 130/80 mmHg.
  5. E) Seguimento em UBS, dosagem de cálcio, fósforo e PTH trimestral e potássio mensal, com PA alvo ≤ 120/75 mmHg.

Pérola Clínica

DRC G3b A2 (TFG 30-44, albuminúria 30-300) exige acompanhamento semestral e PA alvo ≤ 130/80 mmHg, podendo ser em UBS se estável.

Resumo-Chave

A paciente apresenta DRC estágio G3b (TFG 31 mL/min) com albuminúria A2 (250 mg/g). Nesses casos, o acompanhamento deve ser semestral, incluindo TFG, albuminúria, urinálise e eletrólitos. A meta de PA para pacientes com DRC e albuminúria é mais rigorosa, ≤ 130/80 mmHg, e o seguimento pode ser em UBS se não houver complicações que exijam nefrologista.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública crescente, com alta prevalência, especialmente em pacientes com diabetes e hipertensão. O estadiamento da DRC é crucial para o manejo e prognóstico, sendo baseado na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e na relação albumina/creatinina urinária (RAC). A paciente em questão apresenta TFG de 31 mL/min/1,73 m², classificando-a como G3b, e RAC de 250 mg/g, que é albuminúria A2 (macroalbuminúria), indicando um risco moderado a alto de progressão. O acompanhamento da DRC G3b A2 deve ser semestral, com monitoramento da TFG, albuminúria, eletrólitos (especialmente potássio) e urinálise. A meta de pressão arterial para pacientes com DRC e albuminúria é mais rigorosa, visando ≤ 130/80 mmHg, com o uso de inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) como primeira linha, para nefroproteção. O controle glicêmico rigoroso também é fundamental. Embora a paciente tenha DRC estágio G3b A2, o seguimento pode ser mantido na Unidade Básica de Saúde (UBS) se não houver outras complicações que exijam a intervenção de um nefrologista, como rápida progressão da doença, distúrbios eletrolíticos graves ou necessidade de terapia renal substitutiva. O encaminhamento para nefrologia é reservado para estágios mais avançados (G4-G5) ou para casos complexos.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para estadiar a Doença Renal Crônica?

A DRC é estadiada pela Taxa de Filtração Glomerular (TFG) em G1 a G5 e pela categoria de albuminúria (A1, A2, A3), que reflete o risco de progressão.

Qual a meta de pressão arterial para pacientes com DRC e albuminúria?

Para pacientes com DRC e albuminúria, a meta de pressão arterial é geralmente mais rigorosa, ≤ 130/80 mmHg, para retardar a progressão da doença renal.

Quando um paciente com DRC deve ser encaminhado para o nefrologista?

O encaminhamento é indicado em casos de TFG < 30 mL/min (G4-G5), rápida progressão da DRC, albuminúria persistente A3, distúrbios eletrolíticos ou ácido-básicos refratários, ou complicações da DRC.

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