TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Paciente feminino de 55 anos comparece à primeira consulta em ambulatório de Nefrologia, relatando piora do edema nos membros inferiores nas últimas 3 semanas. Tem histórico de diabetes mellitus, mas nega ter conhecimento sobre alterações renais prévias. Atualmente, faz uso de insulina e anlodipina. Exame físico: • Pressão arterial: 140/90 mmHg; • Edema: 2+/4+ em membros inferiores de início recente; • Outros parâmetros dentro dos limites normais; Exames laboratoriais: • Creatinina: 2,2 mg/dL; • Ureia: 55 mg/dL; • Glicemia de jejum: 180 mg/dL; • Sódio: 136 mEq/L; • Potássio: 4,8 mEq/L; • Urina 1: Proteinúria 2+. Com base nos dados desta primeira consulta no ambulatório de nefrologia, qual a conduta mais apropriada neste momento?
Creatinina ↑ pela 1ª vez → Investigar cronicidade (USG + exames prévios) antes de rotular como DRC.
Diante de uma alteração de função renal detectada pela primeira vez, é imperativo diferenciar entre lesão aguda e crônica através de exames de imagem e histórico laboratorial.
A avaliação de um paciente com elevação de escórias nitrogenadas exige uma abordagem sistemática. No diabetes mellitus, embora a nefropatia diabética seja a causa mais provável de doença renal, não se deve assumir o diagnóstico sem excluir causas agudas ou outras patologias sobrepostas. A definição de Doença Renal Crônica requer a persistência de alterações por mais de três meses. Portanto, na consulta inicial, a investigação deve focar na busca por marcadores de cronicidade (como rins diminuídos ao ultrassom) e na exclusão de fatores de piora aguda, como uso de nefrotóxicos ou descompensação volêmica. A conduta terapêutica definitiva deve ser planejada após essa estratificação inicial.
A diferenciação baseia-se na busca por exames laboratoriais antigos, presença de anemia normocítica, alterações ósseas (PTH elevado) e ultrassonografia mostrando rins reduzidos e perda de diferenciação corticomedular na DRC.
A retinopatia diabética costuma coexistir com a nefropatia. A ausência de retinopatia em um paciente diabético com proteinúria importante deve levantar a suspeita de outras glomerulopatias não relacionadas ao diabetes.
Sim, mas com cautela. Deve-se primeiro estabilizar o diagnóstico e monitorar potássio e função renal após o início, pois pode haver queda transitória da TFG ou hipercalemia, especialmente se houver estenose de artéria renal.
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