UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Qual é o parâmetro ultrassonográfico mais específico para o diagnóstico de doença renal crônica em estágio avançado?
Espessura cortical < 1cm = parâmetro mais específico para DRC em estágio avançado.
Enquanto o aumento da ecogenicidade é sensível e precoce, a redução da espessura cortical reflete a perda irreversível de parênquima e fibrose.
A ultrassonografia é a modalidade de imagem inicial na avaliação da função renal alterada. Ela permite diferenciar processos agudos de crônicos, identificar obstruções e avaliar a morfologia. Na DRC, a perda progressiva de glomérulos e a fibrose intersticial resultam em afilamento do córtex. Estudos demonstram que a espessura cortical tem melhor correlação com a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) do que o comprimento renal total, tornando-se o parâmetro de escolha para confirmar cronicidade avançada quando a ecogenicidade já está alterada.
A ecogenicidade refere-se ao brilho do parênquima renal em relação ao fígado/baço, aumentando precocemente em várias nefropatias. A espessura cortical mede a distância entre a cápsula e a base das pirâmides; sua redução é altamente específica para a perda de néfrons e fibrose na DRC avançada.
Em adultos saudáveis, a espessura cortical renal costuma ser superior a 10 mm (1 cm). Valores abaixo de 7-8 mm são fortemente sugestivos de doença renal crônica avançada e atrofia parenquimatosa irreversível.
Não isoladamente. Embora rins pequenos (< 9 cm) sugiram cronicidade, algumas patologias como diabetes mellitus, amiloidose e HIVAN podem cursar com DRC e rins de tamanho normal ou aumentado.
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