UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Na doença renal crônica em tratamento conservador, pode ser afirmado que:
Bloqueio do SRAA (IECA/BRA) é essencial na DRC, mas duplo bloqueio não é rotina devido a riscos.
IECAs e BRAs são pilares no tratamento conservador da DRC, oferecendo nefroproteção além da redução da PA. O duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina (SRAA), embora possa reduzir mais a proteinúria, não é recomendado rotineiramente devido ao aumento de eventos adversos sem benefício cardiovascular adicional.
A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública crescente, e seu tratamento conservador é crucial para retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) com Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECAs) e Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRAs) é a pedra angular do tratamento, especialmente em pacientes com proteinúria, devido aos seus efeitos nefroprotetores que vão além do controle da pressão arterial. Estudos demonstraram que IECAs e BRAs são eficazes na redução da proteinúria e na desaceleração da perda da função renal. No entanto, a estratégia de duplo bloqueio do SRAA, seja com a combinação de IECA e BRA ou com a adição de um inibidor direto da renina, embora possa levar a uma maior redução da pressão arterial e da proteinúria, não se mostrou benéfica em termos de desfechos cardiovasculares e renais duros. Pelo contrário, o duplo bloqueio aumenta significativamente o risco de eventos adversos como hipercalemia, hipotensão e lesão renal aguda, especialmente em pacientes sem proteinúria. Portanto, as diretrizes atuais desaconselham o uso rotineiro do duplo bloqueio do SRAA na DRC. O tratamento conservador da DRC envolve um controle rigoroso da pressão arterial, manejo da proteinúria, controle glicêmico em diabéticos, correção de anemia e distúrbios minerais e ósseos, além de modificações no estilo de vida, sempre visando preservar a função renal residual e minimizar complicações.
IECAs e BRAs são fundamentais na DRC por reduzirem a pressão arterial, diminuírem a proteinúria e retardarem a progressão da doença renal, oferecendo nefroproteção que vai além do controle pressórico.
O duplo bloqueio (ex: IECA + BRA) aumenta o risco de hipercalemia, hipotensão e lesão renal aguda, sem demonstrar benefício adicional na redução de eventos cardiovasculares ou renais duros em comparação com a monoterapia.
O tratamento conservador da DRC visa retardar a progressão da doença, controlar sintomas, prevenir complicações e preparar o paciente para terapia renal substitutiva, se necessário, sem iniciar diálise ou transplante.
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