HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Considere um paciente de 57 anos de idade, etilista de duas latinhas de cerveja ao dia, diabético insulinodependente controlado (hemoglobina glicada = 4,7% (valor de referência para diabetes = 6,5% a 7,0%). Não apresentando nenhuma queixa, mas mantendo-se hipertenso de difícil controle, compareceu à consulta com o cardiologista que, após conferir exames, encaminhou o paciente ao colega nefrologista. Foram analisadas as parciais de ureia = 304 mg/dL (VR até 40 mg/dL), Creatinina = 8,73 mg/dL (VR = 0,7 a 1,3 mg/dL) e potássio = 7,8 mmol/L (VR = 3,6 a 5,2 mmol/L). O eletrocardiograma (ECG) mostrou o resultado a seguir.Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, assinale a alternativa correta.
DRC com uremia grave + hipercalemia > 6,5 mEq/L e alterações ECG → emergência dialítica.
Pacientes com DRC avançada, uremia significativa (ureia e creatinina muito elevadas) e hipercalemia grave (potássio > 7,0 mEq/L) com alterações eletrocardiográficas (ondas T apiculadas, alargamento QRS) necessitam de terapia renal substitutiva de urgência.
A Doença Renal Crônica (DRC) avançada é caracterizada por uma perda significativa da função renal, resultando no acúmulo de toxinas urêmicas e desequilíbrios eletrolíticos, como a hipercalemia. A uremia, definida pelos sintomas sistêmicos decorrentes da falência renal, e a hipercalemia grave são condições que demandam atenção imediata devido ao risco de complicações fatais. Neste caso, os níveis extremamente elevados de ureia, creatinina e potássio, juntamente com alterações eletrocardiográficas (implícitas no enunciado), indicam uma emergência médica. A hipercalemia acima de 7,0 mmol/L, especialmente com alterações no ECG, é uma ameaça iminente à vida devido ao risco de arritmias cardíacas graves e parada cardíaca. A uremia sintomática também pode levar a encefalopatia, pericardite e sangramentos. A terapia renal substitutiva (TRS), como a hemodiálise, é a intervenção mais eficaz e frequentemente urgente para reverter rapidamente a uremia e a hipercalemia grave. A estabilização do paciente com medidas como gluconato de cálcio (para proteger o miocárdio), insulina/glicose e beta-agonistas (para redistribuir potássio) pode ser iniciada, mas a diálise é essencial para a remoção definitiva do excesso de potássio e toxinas urêmicas.
As alterações incluem ondas T apiculadas e estreitas, prolongamento do intervalo PR, perda da onda P, alargamento do complexo QRS e, em casos extremos, fibrilação ventricular ou assistolia.
As indicações incluem hipercalemia grave refratária, acidose metabólica grave, sobrecarga volêmica refratária, uremia sintomática (encefalopatia, pericardite, sangramento) e intoxicações dialisáveis.
A uremia causa uma série de sintomas sistêmicos, como náuseas, vômitos, anorexia, fadiga, prurido, alterações neurológicas (encefalopatia urêmica) e risco aumentado de sangramentos.
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