Doença Renal Crônica: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 55 anos, hipertenso de longa data, evoluiu com fadiga, palidez cutâneo mucosa, edema de membros inferiores, diminuição do volume urinário, hálito urêmico, e chegou com PA 190x130mmHg, dispneico, com estertores finos em bases pulmonares. Ao exame, descorado 3+/4, edema 3+ /4 em membros inferiores. Exames de sangue mostraram creatinina 5.9mg/dl, e ultrassom revelou: Rim D de 6 cm, Rim E 7.2 cm. O quadro apresenta características de:

Alternativas

  1. A) Lesão renal aguda
  2. B) Sindrome nefrótica
  3. C) Insuficiência renal crônica
  4. D) Sindrome nefrítica
  5. E) NDA

Pérola Clínica

Rins pequenos + creatinina ↑ + sintomas urêmicos + HAS de longa data → Doença Renal Crônica.

Resumo-Chave

A presença de rins pequenos ao ultrassom, associada a sintomas urêmicos crônicos (fadiga, palidez, hálito urêmico, edema) e hipertensão de longa data, com creatinina elevada, é altamente sugestiva de Doença Renal Crônica (DRC) em estágio avançado, e não de lesão renal aguda.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição de saúde pública global, caracterizada pela perda progressiva e irreversível da função renal ao longo do tempo. É definida pela presença de lesão renal ou taxa de filtração glomerular (TFG) < 60 mL/min/1,73 m² por um período de três meses ou mais. A hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus são as principais causas de DRC, e seu diagnóstico precoce é fundamental para retardar a progressão da doença. O quadro clínico de um paciente com DRC avançada (uremia) é complexo e envolve múltiplos sistemas. Sintomas como fadiga, palidez (anemia renal), edema, diminuição do volume urinário, hálito urêmico e dispneia (por sobrecarga de volume e edema pulmonar) são clássicos. A hipertensão é quase universal. Laboratorialmente, observa-se elevação persistente da creatinina e ureia. O achado de rins pequenos e ecogênicos na ultrassonografia é um forte indicativo de cronicidade, diferenciando-a da lesão renal aguda, onde os rins geralmente mantêm tamanho normal ou estão aumentados. O manejo da DRC envolve o controle da pressão arterial, diabetes, dislipidemia, anemia, distúrbios do metabolismo ósseo e mineral, e a preparação para terapia renal substitutiva (diálise ou transplante) nos estágios finais. A identificação das características de cronicidade é crucial para o planejamento terapêutico e prognóstico do paciente, sendo um conhecimento essencial para o residente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da insuficiência renal crônica avançada?

Os principais sinais e sintomas da insuficiência renal crônica avançada incluem fadiga, palidez cutâneo-mucosa (anemia), edema, diminuição do volume urinário, hálito urêmico, náuseas, vômitos, prurido e manifestações cardiovasculares como hipertensão e dispneia por sobrecarga de volume.

Qual a importância do tamanho dos rins na diferenciação entre LRA e DRC?

O tamanho dos rins ao ultrassom é um critério importante: na lesão renal aguda, os rins geralmente têm tamanho normal ou aumentado; na doença renal crônica avançada, a fibrose e atrofia levam à diminuição do tamanho renal (rins pequenos e ecogênicos), exceto em algumas condições como nefropatia diabética ou amiloidose.

Como a hipertensão arterial sistêmica se relaciona com a Doença Renal Crônica?

A hipertensão arterial sistêmica é tanto uma causa quanto uma consequência da Doença Renal Crônica. A hipertensão de longa data pode levar à nefroesclerose e progressão da DRC, e a própria DRC contribui para a elevação da pressão arterial devido à retenção de sódio e água e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona.

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