DRC: Losartana e Dapaglifozina Retardam Progressão

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Paciente masculino de 60 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, hipotireoidismo, obesidade, nefrolitíase e doença renal crônica com taxa de filtração glomerular estimada por CKD-EPI de 45 ml/min e com albuminúria de 300mg/g de creatinina. Sobre esse caso, responda quais são os medicamentos com benefício em retardar progressão da doença renal crônica para estádio 5, dentre as opções a seguir.

Alternativas

  1. A) Losartana e Dapaglifozina
  2. B) Anlodipino, Losartana, Digoxina e Furosemide.
  3. C) Anlodipino, Losartana, Atenolol e Furosemide.
  4. D) Sinvastatina, Losartana, Atenolol e Anlodipino.
  5. E) Atensina, Losartana, Atenolol e Furosemide.

Pérola Clínica

DRC com HAS, DM, albuminúria → Losartana (BRA) + Dapaglifozina (iSGLT2) retardam progressão.

Resumo-Chave

Pacientes com Doença Renal Crônica (DRC), especialmente aqueles com hipertensão e diabetes, se beneficiam de medicamentos que atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), como a Losartana (um Bloqueador do Receptor de Angiotensina - BRA), para reduzir a proteinúria e a progressão da doença. Recentemente, os inibidores do SGLT2, como a Dapaglifozina, demonstraram grande benefício renal e cardiovascular em pacientes com DRC, com ou sem diabetes, retardando significativamente a progressão para doença renal terminal.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e multifatorial, com alta prevalência e morbimortalidade. O manejo adequado da DRC é crucial para retardar sua progressão, prevenir complicações cardiovasculares e evitar a necessidade de terapia renal substitutiva. A compreensão das estratégias farmacológicas é essencial para residentes e nefrologistas. O controle da hipertensão arterial e do diabetes mellitus são pilares no tratamento da DRC. Os bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), como os Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA) como a Losartana, são fundamentais para reduzir a proteinúria e a progressão da doença, sendo indicados na maioria dos pacientes com DRC e albuminúria. Recentemente, os inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2), como a Dapaglifozina, emergiram como uma classe de medicamentos com robusta evidência de nefroproteção e cardioproteção, independentemente da presença de diabetes. Eles atuam reduzindo a hiperfiltração glomerular e a albuminúria, e são agora considerados parte essencial do arsenal terapêutico para retardar a progressão da DRC para o estágio 5, melhorando significativamente o prognóstico dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Como os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) atuam na proteção renal?

Os BRA, como a Losartana, bloqueiam os efeitos da angiotensina II, resultando em vasodilatação das arteríolas eferentes renais, redução da pressão intraglomerular e diminuição da proteinúria, o que retarda a progressão da doença renal crônica.

Qual o mecanismo de ação dos inibidores do SGLT2 (iSGLT2) na doença renal crônica?

Os iSGLT2, como a Dapaglifozina, inibem o cotransportador sódio-glicose 2 nos túbulos renais, promovendo glicosúria e natriurese. Isso leva a uma redução da pressão intraglomerular (vasoconstrição da arteríola aferente), diminuição da hiperfiltração e redução da albuminúria, além de efeitos anti-inflamatórios e antifibróticos.

Em quais pacientes com DRC a Dapaglifozina é indicada?

A Dapaglifozina e outros iSGLT2 são indicados para pacientes com DRC e diabetes tipo 2, e também para pacientes com DRC sem diabetes, especialmente aqueles com albuminúria, para reduzir o risco de progressão da doença renal e eventos cardiovasculares.

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