SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir: Uma paciente diabética, renal crônica em tratamento ambulatorial, veio para consulta e a taxa de filtração glomerular estimada dela foi de 14 mL/min. Em qual estágio da doença renal crônica ela se encontra?
TFG < 15 mL/min = Estágio 5 (Falência Renal).
O estadiamento da DRC é definido pela Taxa de Filtração Glomerular (TFG); valores abaixo de 15 mL/min classificam o paciente no estágio terminal (G5).
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição sistêmica de alta prevalência, sendo o Diabetes Mellitus e a Hipertensão Arterial as principais causas. O diagnóstico precoce e o estadiamento correto são cruciais para implementar medidas nefroprotetoras, como o controle glicêmico rigoroso e o uso de iSGLT2 ou bloqueadores do sistema renina-angiotensina. No estágio 5 (TFG < 15), o foco clínico muda para o manejo das complicações da uremia e a preparação para a terapia dialítica. A monitorização da albuminúria deve acompanhar sempre a avaliação da TFG para uma visão completa do prognóstico renal do paciente.
A DRC é classificada em 5 estágios baseados na TFG: G1 (≥ 90 mL/min - normal ou elevado com evidência de lesão renal), G2 (60-89 - redução leve), G3a (45-59 - redução leve a moderada), G3b (30-44 - redução moderada a grave), G4 (15-29 - redução grave) e G5 (< 15 - falência renal). Além da TFG, a classificação KDIGO também utiliza a albuminúria (A1, A2, A3) para estratificar o risco cardiovascular e de progressão da doença.
O estágio 5, também chamado de falência renal ou estágio terminal, ocorre quando a TFG cai abaixo de 15 mL/min. Neste ponto, os rins não conseguem mais manter a homeostase metabólica e hidroeletrolítica. O paciente frequentemente apresenta sintomas de uremia, hipercalemia refratária, acidose metabólica grave e sobrecarga volêmica. É o estágio em que se deve iniciar o planejamento ou a execução de terapias de substituição renal (diálise ou transplante).
Na prática clínica, a TFG é estimada (TFGe) através de equações baseadas na creatinina sérica, idade, sexo e raça. A fórmula mais recomendada atualmente pelas diretrizes internacionais é a CKD-EPI (Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration), por ser mais precisa em diferentes faixas de função renal do que a antiga fórmula de Cockcroft-Gault ou a MDRD.
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