UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
J.L.V., de 65 anos, homem, pardo. Tem antecedentes de diabetes tipo 2 há vinte anos, hipertensão arterial há quinze anos e gota há cinco anos. Faz uso regular de anlodipino e metformina, relatando uso ocasional de anti-inflamatórios não hormonais (na vigência de artrite gotosa). Passou em consulta médica de check up com um clínico, que pediu alguns exames: creatinina sérica: 1,6 mg/dL (TFG estimada (CKD-EPI): 46 ml/min), exame de urina: densidade 1020, pH 5,5, sem elementos anormais, 1 leucócito/campo, sem hemácias, relação albumina/creatinina na urina: 100 mg/g, glicemia de jejum: 130 mg/dL. A respeito da alteração de função renal observada, este paciente
DRC = TFG < 60 mL/min/1.73m² ou marcadores de lesão renal por > 3 meses.
Para o diagnóstico de Doença Renal Crônica (DRC), é necessário que a alteração da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) ou os marcadores de lesão renal (como albuminúria) estejam presentes por um período mínimo de 3 meses. No caso apresentado, a TFG está reduzida e há albuminúria, mas a duração não é especificada, exigindo reavaliação.
A Doença Renal Crônica (DRC) é definida pela presença de anormalidades na estrutura ou função renal por um período de tempo superior a 3 meses, com implicações para a saúde. Os principais critérios diagnósticos incluem uma taxa de filtração glomerular (TFG) estimada inferior a 60 mL/min/1.73m² ou a presença de marcadores de lesão renal, como albuminúria (relação albumina/creatinina na urina > 30 mg/g), alterações no sedimento urinário, distúrbios eletrolíticos ou outras anormalidades estruturais detectadas por imagem. No caso clínico apresentado, o paciente possui uma TFG estimada de 46 mL/min (classificando-o como G3a) e albuminúria de 100 mg/g (classificando-o como A2). Embora esses achados sejam consistentes com DRC, o critério temporal de 3 meses é fundamental para confirmar o diagnóstico. Uma única medida pode refletir uma lesão renal aguda (LRA) ou uma flutuação transitória da função renal, especialmente em um paciente com múltiplos fatores de risco como diabetes, hipertensão e uso ocasional de AINEs. Para residentes, é crucial não apressar o diagnóstico de DRC sem o cumprimento do critério temporal. A reavaliação da função renal e da albuminúria após 3 meses é essencial. Uma vez confirmado o diagnóstico, o manejo envolve o controle rigoroso da pressão arterial e da glicemia, a restrição proteica (se indicada para estágios avançados), e a evitação de nefrotoxinas, como os AINEs, para retardar a progressão da doença e prevenir complicações cardiovasculares.
O diagnóstico de DRC requer a presença de TFG < 60 mL/min/1.73m² ou marcadores de lesão renal (como albuminúria, alterações estruturais) por um período de tempo superior a 3 meses.
A relação albumina/creatinina (RAC) é um marcador sensível de lesão renal. Valores > 30 mg/g por mais de 3 meses indicam albuminúria persistente, um critério importante para o diagnóstico e estadiamento da DRC.
Anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) podem causar lesão renal aguda ou exacerbar a DRC preexistente, especialmente em pacientes com diabetes, hipertensão e idade avançada, devido à inibição da síntese de prostaglandinas renais.
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