Manejo da Doença Renal Crônica na Atenção Primária à Saúde

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao cuidado do paciente com doença renal crônica, é responsabilidade da atenção primária à saúde

Alternativas

  1. A) suspeitar do diagnóstico e, quando da presença de fatores de risco, encaminhar opaciente para a serviço de referência especializado para confirmar o diagnóstico.
  2. B) encaminhar os pacientes com necessidade de iniciar terapia renal substitutiva aoserviço especializado e os demais devem permanecer em seguimento na atenção primária.
  3. C) classificar o risco das diferentes causas, fazer o estadiamento e encaminhar aoespecialista pacientes com taxa de filtração glomerular menor que 30-45 mL/min ou proteinúria > 1,0 g/24 horas.
  4. D) encaminhar o paciente para o serviço especializado na confirmação do diagnóstico eevitar fazer ajustes na prescrição buscando não interferir nas prescrições especializadas.

Pérola Clínica

APS na DRC: suspeitar, estadiar, classificar risco e encaminhar casos avançados (TFG < 30-45 ou proteinúria > 1g).

Resumo-Chave

A Atenção Primária à Saúde (APS) tem um papel fundamental no manejo da Doença Renal Crônica (DRC), que vai além da simples suspeita. Inclui a identificação de fatores de risco, o rastreamento, o estadiamento da doença (pela TFG e proteinúria), a classificação do risco de progressão e a decisão de encaminhamento para o nefrologista com base em critérios claros, como TFG < 30-45 mL/min ou proteinúria significativa.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) representa um desafio significativo de saúde pública, com crescente prevalência. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel central e insubstituível no manejo da DRC, desde a prevenção até o encaminhamento para a atenção especializada. A atuação da APS é crucial para o diagnóstico precoce, o controle dos fatores de risco e a desaceleração da progressão da doença, evitando ou postergando a necessidade de terapia renal substitutiva. A responsabilidade da APS inclui a identificação de indivíduos em risco (hipertensos, diabéticos, idosos), o rastreamento ativo da função renal (creatinina sérica para cálculo da TFG) e da albuminúria. Uma vez diagnosticada a DRC, a APS deve realizar o estadiamento da doença com base na TFG e na proteinúria, e classificar o risco de progressão e de complicações cardiovasculares. Este estadiamento é fundamental para guiar o manejo e a decisão de encaminhamento. O encaminhamento para o nefrologista não deve ser feito apenas na suspeita, mas sim quando critérios específicos são atingidos, como uma taxa de filtração glomerular (TFG) persistentemente abaixo de 30-45 mL/min/1,73m² ou uma proteinúria significativa (> 1,0 g/24 horas). A APS continua a ser responsável pelo acompanhamento dos pacientes nos estágios iniciais da DRC, controlando a pressão arterial, a glicemia, ajustando medicamentos e fornecendo orientações de estilo de vida, em colaboração com o especialista quando necessário.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para estadiar a Doença Renal Crônica (DRC)?

A DRC é estadiada com base na taxa de filtração glomerular (TFG) e na presença de albuminúria. A TFG classifica a DRC em 5 estágios, e a albuminúria em 3 categorias (A1, A2, A3).

Quando um paciente com DRC deve ser encaminhado para um nefrologista?

O encaminhamento é indicado para pacientes com TFG < 30-45 mL/min/1,73m², proteinúria persistente > 1 g/24h, progressão rápida da doença, distúrbios eletrolíticos ou metabólicos refratários, ou etiologia incerta da DRC.

Qual o papel da atenção primária na prevenção da progressão da DRC?

A APS é crucial na prevenção primária e secundária, controlando fatores de risco como hipertensão e diabetes, ajustando medicamentos nefrotóxicos e monitorando a função renal e a proteinúria regularmente.

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