Doença Renal Crônica: Diagnóstico Clínico e Complicações

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 65 anos de idade, com histórico de hipertensão arterial sistêmica controlada e diabetes mellitus tipo 2, apresentou queixa de cansaço progressivo, inchaço nas pernas e dificuldade para urinar nos últimos 15 dias. Durante o exame físico, ele estava pálido, com edema bilateral nas extremidades inferiores, com FC = 92 bpm, FR = 18 ipm, SatO2 = 97% e PA = 160 mmHg X 95 mmHg. Nesse quadro clínico, a principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Glomerulonefrite aguda.
  2. B) Doença renal crônica.
  3. C) Pielonefrite.
  4. D) Insuficiência cardíaca congestiva.

Pérola Clínica

Paciente idoso + DM/HAS + Cansaço progressivo + Palidez + Edema = Doença Renal Crônica.

Resumo-Chave

A tríade de palidez (anemia por deficiência de eritropoietina), edema e histórico de DM/HAS sugere fortemente DRC avançada em progressão.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é definida por anormalidades da estrutura ou função renal presentes por mais de 3 meses. Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial são as principais causas mundiais. O quadro clínico é insidioso; muitos pacientes permanecem assintomáticos até que a TFG caia abaixo de 30 ml/min/1,73m². O manejo foca na nefroproteção (controle rigoroso da PA e glicemia, uso de iECA ou BRA, e inibidores da SGLT2) e no tratamento das complicações, como distúrbios mineral e ósseo, acidose metabólica e anemia. A palidez cutânea é um marcador clínico clássico de doença avançada, refletindo a falência endócrina do rim.

Perguntas Frequentes

Qual a causa da palidez na Doença Renal Crônica?

A palidez na DRC é multifatorial, mas a causa principal é a anemia normocítica e normocrômica decorrente da deficiência de eritropoietina, hormônio produzido pelas células intersticiais peritubulares renais. Além disso, a uremia pode reduzir a vida média das hemácias e causar disfunção plaquetária, contribuindo para o quadro clínico.

Como diferenciar clinicamente a DRC da Glomerulonefrite Aguda?

A DRC apresenta um curso progressivo (meses a anos), frequentemente associada a sinais de cronicidade como anemia instalada e rins reduzidos (ao USG). A Glomerulonefrite Aguda (GNA) tem início súbito, caracterizando-se pela síndrome nefrítica (hematúria, hipertensão e edema súbito), geralmente sem a palidez acentuada da anemia crônica renal.

Por que o paciente com DRC apresenta edema e dificuldade para urinar?

O edema ocorre devido à redução da taxa de filtração glomerular (TFG), levando à retenção de sódio e água. A 'dificuldade para urinar' relatada pode representar oligúria (redução do volume urinário) decorrente da falência renal avançada, comum em estágios G4 ou G5 da DRC.

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