UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
Homem de 60 anos, em consulta ambulatorial, assintomático. AP: HAS, DM2, retinopatia diabética proliferativa em ambos os olhos, neuropatia periférica, DAC. Ao exame físico: IMC 26 kg/m², normotenso. Exames laboratoriais: Cr 2,5 mg/dL (CKD-EPI 29 mL/min/1,73 m²); Ur 100 mg/dL; albuminúria 210 mg/24h; PTH 220 pg/mL; cálcio iônico 1,1 mmoL/L; fósforo 4,5 mg/dL; vitamina D 12 ng/mL; Hb 11,5 g/dL; K 5,0 mEq/L; Na 140 mEq/L; bicarbonato 18 mEq/L. O estágio da doença renal crônica, sua etiologia provável e as complicações associadas são, respectivamente:
DRC G4A2 + DM2 com retinopatia/neuropatia → Nefropatia Diabética com hiperparatireoidismo secundário, anemia e acidose.
A classificação da Doença Renal Crônica (DRC) é feita pela Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e albuminúria. A etiologia provável em um paciente com DM2 de longa data e outras microangiopatias (retinopatia, neuropatia) é a nefropatia diabética. As complicações comuns da DRC avançada incluem hiperparatireoidismo secundário (devido à deficiência de vitamina D e retenção de fósforo), anemia (por deficiência de eritropoietina) e acidose metabólica (por falha na excreção de ácidos).
A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública crescente, caracterizada pela perda progressiva e irreversível da função renal. Sua classificação é fundamental para o manejo e prognóstico, baseando-se na taxa de filtração glomerular (TFG) e na albuminúria. Para residentes, é crucial dominar a identificação dos estágios e as etiologias mais comuns, como a nefropatia diabética, que é a principal causa de DRC em muitos países, especialmente em pacientes com diabetes de longa data e outras manifestações de microangiopatia. A nefropatia diabética é uma complicação microvascular do diabetes, caracterizada por albuminúria persistente e declínio progressivo da TFG. A presença de retinopatia e neuropatia diabética no mesmo paciente reforça essa etiologia. A DRC, à medida que avança, leva a uma série de complicações sistêmicas devido à perda da capacidade renal de regular o equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base, além da produção de hormônios. Entre as complicações mais relevantes estão o hiperparatireoidismo secundário (devido à deficiência de vitamina D e retenção de fósforo), a anemia (pela redução da produção de eritropoietina) e a acidose metabólica (pela incapacidade de excretar íons hidrogênio). O manejo da DRC envolve o controle da doença de base (diabetes e hipertensão), a prevenção da progressão da doença renal e o tratamento das complicações. O reconhecimento precoce dessas complicações e a intervenção adequada são essenciais para melhorar a qualidade de vida do paciente e reduzir a morbimortalidade. Residentes devem estar aptos a interpretar os exames laboratoriais, classificar a DRC e iniciar o tratamento das suas manifestações, preparando o paciente para as fases mais avançadas da doença, incluindo a terapia renal substitutiva.
A DRC é classificada em estágios de G1 a G5 com base na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e em estágios de A1 a A3 com base na albuminúria. O paciente em questão apresenta TFG de 29 mL/min/1,73 m², o que corresponde ao estágio G4 (TFG 15-29), e albuminúria de 210 mg/24h, que é A2 (30-300 mg/24h).
As principais complicações da DRC avançada incluem distúrbios do metabolismo mineral e ósseo (como hiperparatireoidismo secundário e deficiência de vitamina D), anemia (por deficiência de eritropoietina), acidose metabólica, hipercalemia, desnutrição e doença cardiovascular.
A nefropatia diabética é a etiologia provável devido ao histórico de Diabetes Mellitus tipo 2 de longa data, associado a outras complicações microvasculares como retinopatia diabética proliferativa e neuropatia periférica, que indicam um controle glicêmico inadequado e dano microvascular generalizado.
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