HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Paciente masculino de 63 anos, branco, veio em primeira consulta no ambulatório da nefrologia; apresenta diabetes e hipertensão há 15 anos com retinopatia diabética, sem histórico de qualquer evento cardiovascular prévio. Está em uso de metformina 850 mg (2x dia), enalapril 20 mg (2x ao dia) e insulina NPH 10 Ui à noite. Traz exames com creatinina: 1,7 mg/dL, filtração glomerular (CKD-EPI): 42 ml/min, potássio: 5,6 mg/dL, HbA1c: 8,5% e relação albumina/creatinina 100 mg/g; hemograma normal. Aferida a PA = 130 x 80 mmHg. Ecografia de rins e vias urinárias demonstra rins de tamanho normal. Analise as afirmativas a seguir:I. Este paciente encontra-se no estágio G3A A2 da doença renal crônica.II. Devemos suspender a metformina devido ao estágio da DRC e uso já prescrito de insulinoterapia.III. É necessário suspender ou diminuir o enalapril devido a hipercalemia.IV. Este paciente possui doença renal aguda, uma vez que os rins estão de tamanho normal. É correto o que se afirma em:
DRC GFR 42 ml/min = G3b; Alb/Cr 100 mg/g = A2. Hipercalemia (K+ 5.6) em uso de IECA → ajustar/suspender IECA.
A classificação da DRC é baseada na TFG e albuminúria. GFR de 42 ml/min classifica o paciente em G3b. A hipercalemia é uma complicação comum do uso de IECA, especialmente em pacientes com DRC, exigindo ajuste da medicação.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível, definida pela presença de anormalidades da estrutura ou função renal por mais de três meses, com implicações significativas na saúde pública. A nefropatia diabética é a principal causa de DRC em muitos países, e a hipertensão arterial é um fator de risco e progressão. A classificação da DRC pelos critérios KDIGO (Kidney Disease: Improving Global Outcomes) é fundamental para o manejo, baseando-se na taxa de filtração glomerular (TFG) e na albuminúria, que indicam o estágio da doença e o risco de progressão e eventos cardiovasculares. O diagnóstico e estadiamento corretos da DRC são cruciais para guiar a conduta terapêutica. A TFG é estimada por equações como CKD-EPI, e a albuminúria é avaliada pela relação albumina/creatinina urinária. Pacientes com DRC frequentemente apresentam comorbidades como diabetes e hipertensão, que exigem manejo rigoroso para retardar a progressão da doença renal. A hipercalemia é uma complicação comum em pacientes com DRC, especialmente aqueles em uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), que podem reduzir a excreção de potássio. O tratamento da DRC envolve o controle da pressão arterial, glicemia, dislipidemia e proteinúria. Medicamentos como IECA/BRA são pilares no manejo da proteinúria, mas exigem monitoramento de potássio e função renal. A metformina, um antidiabético oral, deve ter sua dose ajustada ou ser suspensa em estágios avançados da DRC devido ao risco de acidose lática. O manejo da hipercalemia inclui restrição dietética de potássio, diuréticos e, se necessário, ajuste ou suspensão de medicamentos que aumentam o potássio. A identificação precoce e o manejo adequado dessas condições são essenciais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes com DRC.
A DRC é classificada com base na taxa de filtração glomerular (TFG) e na albuminúria. A TFG é dividida em estágios G1 a G5, e a albuminúria em A1 a A3, sendo G3b para TFG de 30-44 mL/min/1.73m² e A2 para albuminúria de 30-300 mg/g.
Em pacientes com DRC e hipercalemia (K+ > 5.5 mEq/L) em uso de IECA, é fundamental avaliar a necessidade de suspender ou reduzir a dose do IECA, além de outras medidas para reduzir o potássio, como restrição dietética e diuréticos.
A metformina deve ser suspensa se a TFG for < 30 mL/min/1.73m² e a dose máxima deve ser reduzida para 1000 mg/dia se a TFG estiver entre 30-44 mL/min/1.73m². O risco de acidose lática aumenta com a redução da função renal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo