Doença Renal Crônica na APS: Triagem e Manejo

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Paciente feminina, 65 anos, diabética há 15 anos, hipertensa há 10 anos é acompanhada na Unidade Básica de Saúde (UBS). Foi triada pelo agente comunitário para realizar alguns exames para avaliar se ela apresenta Doença Renal Crônica (DRC). Em relação à triagem da DRC na UBS, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas e em seguida assinale a alternativa que contem a sequência correta. ( ) Os exames que podem ser solicitados para definir a existência da doença renal crônica são creatinina, albuminúria ou relação albumina/creatinina em amostra de urina e a ultrassonografia do aparelho urinário. ( ) Os exames necessários para definir o estadiamento da DRC são ureia e creatinina. ( ) Os pacientes classificados como DRC Grau 3A - A1 devem sempre ser encaminhados a um especialista nefrologista. ( ) É de responsabilidade da Atenção Primária a realização de eventos de promoção e prevenção das doenças renais.

Alternativas

  1. A) F-F-V-V.
  2. B) V-V-V-F.
  3. C) V-F-F-V.
  4. D) F-F-F-V.

Pérola Clínica

Triagem DRC: creatinina + albuminúria. Estadiamento: TFG + albuminúria. APS gerencia DRC 3A-A1.

Resumo-Chave

A triagem e o estadiamento da DRC na Atenção Primária são cruciais para o manejo precoce. A TFG estimada pela creatinina e a relação albumina/creatinina urinária são os pilares diagnósticos e de estadiamento, enquanto a ultrassonografia auxilia na avaliação estrutural. A APS tem papel central na prevenção e no acompanhamento inicial da DRC.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição de saúde pública global, caracterizada pela perda progressiva e irreversível da função renal. Sua prevalência é crescente, especialmente em populações com diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica, tornando o rastreamento e manejo precoces na Atenção Primária à Saúde (APS) fundamentais para retardar a progressão e prevenir complicações. Compreender os critérios diagnósticos e de estadiamento é crucial para o residente. O diagnóstico da DRC é estabelecido pela presença de anormalidades na estrutura ou função renal por mais de três meses, com ou sem diminuição da TFG. Os principais marcadores são a TFG estimada (calculada a partir da creatinina sérica) e a albuminúria (avaliada pela relação albumina/creatinina urinária). A ultrassonografia do aparelho urinário complementa a investigação, identificando alterações estruturais ou obstrutivas. O estadiamento correto permite estratificar o risco e guiar a conduta terapêutica. O manejo da DRC na APS envolve o controle rigoroso da pressão arterial e da glicemia, uso de inibidores da ECA ou BRAs, e modificações no estilo de vida. O encaminhamento ao nefrologista é reservado para casos de maior complexidade, progressão rápida ou estágios avançados, enquanto a APS desempenha um papel vital na promoção da saúde renal e na prevenção primária e secundária da doença.

Perguntas Frequentes

Quais exames são essenciais para triagem da Doença Renal Crônica?

Os exames essenciais para triagem da DRC são a creatinina sérica para estimar a taxa de filtração glomerular (TFG) e a relação albumina/creatinina em amostra de urina para avaliar a albuminúria. A ultrassonografia renal pode ser útil para investigar a etiologia.

Como é feito o estadiamento da Doença Renal Crônica?

O estadiamento da DRC é baseado na taxa de filtração glomerular (TFG) e na categoria de albuminúria. A TFG classifica a doença em estágios G1 a G5, enquanto a albuminúria é classificada como A1, A2 ou A3.

Quando um paciente com Doença Renal Crônica deve ser encaminhado ao nefrologista?

O encaminhamento ao nefrologista é indicado para pacientes com DRC em estágios mais avançados (G3b, G4, G5), progressão rápida da doença, albuminúria persistente A3, complicações como anemia ou distúrbios minerais, ou incerteza diagnóstica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo