Doença Renal Crônica: Manejo da Hipertensão e Dieta

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 72 anos, com histórico de hipertensão crônica, apresenta aumento progressivo dos níveis séricos de creatinina e ureia, acompanhados de redução do volume urinário e edema periférico. Ultrassonografia renal mostra rins de tamanho normal com ecogenicidade aumentada. Qual é a abordagem terapêutica mais adequada para este caso?

Alternativas

  1. A) Iniciar diálise imediatamente, considerando a idade do paciente e os sinais clínicos de uremia, enquanto prepara para avaliação de transplante renal.
  2. B) Prescrever inibidores da ECA para controlar a hipertensão e retardar a progressão da doença renal, além de ajustar a dieta para baixa proteína.
  3. C) Realizar uma biópsia renal para determinar a etiologia exata da doença renal antes de iniciar qualquer tratamento específico.
  4. D) Administrar diuréticos para controlar o edema e reavaliar os parâmetros renais em uma semana, evitando procedimentos mais invasivos neste momento.

Pérola Clínica

DRC + Hipertensão → IECA + dieta hipoproteica para retardar progressão, monitorar função renal e potássio.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos com Doença Renal Crônica e hipertensão, o controle pressórico com IECA/BRA e restrição proteica são pilares para retardar a progressão da doença, mesmo com função renal já comprometida. A biópsia é reservada para casos específicos, e a diálise não é a primeira abordagem sem uremia grave refratária.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição comum, especialmente em idosos com comorbidades como hipertensão e diabetes. É definida por anormalidades da estrutura ou função renal presentes por mais de 3 meses, com implicações significativas para a saúde cardiovascular e geral. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo um desafio clínico importante para residentes. O diagnóstico é baseado em marcadores como creatinina sérica, ureia, taxa de filtração glomerular estimada (TFGe), volume urinário e achados de imagem. Rins de tamanho normal com ecogenicidade aumentada podem indicar DRC, mas o tamanho normal não exclui a doença, especialmente em fases iniciais ou em algumas etiologias como nefropatia diabética. A avaliação da função renal é crucial para o estadiamento e manejo. O tratamento da DRC visa retardar a progressão e manejar as complicações. Inibidores da ECA (IECA) ou Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA) são fundamentais para o controle da hipertensão e proteinúria, com ajuste de dose e monitoramento de eletrólitos (especialmente potássio) e função renal. A dieta hipoproteica reduz a carga renal, e o manejo do edema com diuréticos é sintomático. A diálise é indicada em uremia grave refratária ou complicações que não respondem ao tratamento conservador.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de progressão da doença renal crônica?

Os sinais de progressão da DRC incluem aumento progressivo dos níveis séricos de creatinina e ureia, redução do volume urinário, edema periférico, proteinúria e alterações nos exames de imagem, como rins com ecogenicidade aumentada.

Por que inibidores da ECA são indicados na doença renal crônica?

Inibidores da ECA (e BRAs) são indicados na DRC por seu efeito nefroprotetor, que inclui a redução da proteinúria e o retardo da progressão da doença renal, além do controle da hipertensão. Eles atuam diminuindo a pressão intraglomerular.

Quando considerar a biópsia renal em pacientes com DRC?

A biópsia renal é considerada em pacientes com DRC quando a etiologia não é clara, há rápida progressão da doença, presença de proteinúria nefrótica, hematúria inexplicada ou para guiar o tratamento em doenças glomerulares específicas, especialmente se houver potencial de reversibilidade.

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