Manejo da Doença Renal Crônica em Pediatria: Condutas

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Menino, 5 anos de idade, foi levado à consulta por apresentar cansaço fácil, palidez, diminuição do apetite e da diurese e "inchaço" nas pernas nas últimas semanas. Foi observado que a urina está "espumosa". Há alguns meses, apresentou um episódio de infecção urinária, tratado com antibiótico. Ao exame físico, o estado geral está mantido; PA: 120x80mmHg; há palidez cutâneo-mucosa e discreto edema periférico, principalmente em membros inferiores. Exames laboratoriais: Hemoglobina: 9,8 g/dL; Creatinina: 2,5 mg/dL; Ureia: 65 mg/dL; Urina tipo I: proteinúria ++, hematúria microscópica; Ultrassonografia de rins e vias urinárias: rins de tamanho reduzido, com aumento da ecogenicidade parenquimatosa. Nesse caso, a conduta terapêutica a longo prazo deve incluir:

Alternativas

  1. A) Antivirais e vacinas para prevenção de infecções.
  2. B) Imunossupressores para evitar progressão da doença.
  3. C) Cirurgia renal corretiva para aumentar a função residual.
  4. D) Anti-hipertensivos, suplementação de eritropoetina e restrição proteica.

Pérola Clínica

DRC avançada (rins reduzidos/hiperecogênicos) → Manejo de complicações (anemia, HAS, uremia).

Resumo-Chave

O tratamento da DRC foca em retardar a progressão e tratar complicações sistêmicas como anemia (por deficiência de EPO) e hipertensão arterial.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) na infância frequentemente decorre de malformações congênitas do trato urinário (CAKUT) ou sequelas de infecções e glomerulopatias. O quadro clínico de palidez, edema, urina espumosa (proteinúria) e rins reduzidos na ultrassonografia é clássico de falência renal avançada. O manejo clínico visa o controle das consequências metabólicas.\n\nA hipertensão deve ser controlada para evitar lesão de órgãos-alvo e progressão renal. A anemia é manejada com reposição de ferro e eritropoetina humana recombinante. A dieta deve ser cuidadosamente balanceada para evitar desnutrição, mas limitando o excesso de proteínas e fósforo, prevenindo a osteodistrofia renal. O transplante renal é, em última análise, a terapia de escolha para a reabilitação plena da criança.

Perguntas Frequentes

Por que a eritropoetina é necessária na DRC?

Os rins são os principais produtores de eritropoetina. Com a perda de parênquima funcional na DRC, há queda na produção desse hormônio, levando a uma anemia normocítica e normocrômica hipoproliferativa.

Qual o papel da restrição proteica na DRC infantil?

A restrição proteica moderada visa reduzir a carga de solutos nitrogenados (ureia) e diminuir a hiperfiltração glomerular residual, retardando a progressão da perda de função renal, respeitando-se sempre o aporte calórico para o crescimento.

Como a ultrassonografia auxilia no diagnóstico da cronicidade?

A presença de rins de tamanho reduzido e com aumento da ecogenicidade parenquimatosa sugere perda de diferenciação corticomedular e fibrose, confirmando o caráter crônico e irreversível da lesão renal.

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