DRC Estágio 3: Manejo com Inibidores SGLT2 e IECA

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 65 anos com hipertensão arterial controlada com enalapril e anlodipina é diagnosticada com doença renal crônica (DRC) em estágio 3, com uma taxa de filtração glomerular (TFG) de 43 ml/min e albuminúria de 250 mg/24h. Com base nas diretrizes atuais para o manejo da DRC, qual seria a abordagem terapêutica mais apropriada para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Continuar o enalapril, ajustar a dose de anlodipina, adicionar um bloqueador do receptor de mineralocorticoide (MRAs) e iniciar monitoramento de eletrólitos.
  2. B) Continuar o enalapril, iniciar um inibidor de SGLT2, aumentar a dose de anlodipina e monitorar a função renal.
  3. C) Manter o enalapril, adicionar um diurético tiazídico e monitorar regularmente os níveis de potássio.
  4. D) Ajustar a dose do enalapril, adicionar um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) e iniciar estatina.

Pérola Clínica

DRC estágio 3 com albuminúria → IECA/BRA + iSGLT2 para nefroproteção e controle pressórico.

Resumo-Chave

A paciente tem DRC estágio 3 e albuminúria significativa, indicando risco de progressão. O enalapril (IECA) já está em uso, mas a adição de um inibidor de SGLT2 é crucial para nefroproteção e redução de eventos cardiovasculares. O controle pressórico deve ser otimizado, e a anlodipina pode ser ajustada.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva caracterizada pela diminuição da função renal ou por marcadores de lesão renal por mais de três meses. A paciente em questão apresenta DRC estágio 3 (TFG 43 ml/min) com albuminúria significativa (250 mg/24h), o que a coloca em alto risco para progressão da doença renal e eventos cardiovasculares. O manejo da DRC é multifacetado e visa retardar a progressão, controlar comorbidades e prevenir complicações. As diretrizes atuais (KDIGO) enfatizam a importância do controle da pressão arterial, que deve ser mantida abaixo de 130/80 mmHg em pacientes com albuminúria. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), como o enalapril, são a primeira escolha devido aos seus efeitos nefroprotetores, reduzindo a proteinúria e a progressão da DRC. Recentemente, os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2) emergiram como uma classe terapêutica fundamental para pacientes com DRC, independentemente da presença de diabetes. Eles demonstraram reduzir significativamente a progressão da DRC, eventos cardiovasculares e mortalidade. Portanto, a adição de um iSGLT2 ao esquema terapêutico da paciente é uma abordagem baseada em evidências para otimizar a proteção renal e cardiovascular.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da albuminúria na doença renal crônica?

A albuminúria é um marcador precoce de lesão renal e um preditor independente de progressão da DRC e de eventos cardiovasculares. Seu controle é um alvo terapêutico fundamental.

Por que os inibidores de SGLT2 são recomendados na DRC?

Os inibidores de SGLT2 demonstraram reduzir a progressão da DRC, diminuir o risco de eventos cardiovasculares e mortalidade, tanto em pacientes diabéticos quanto não diabéticos com DRC, através de mecanismos renais e cardiovasculares.

Qual o papel dos IECA/BRA no manejo da DRC com hipertensão?

IECA (como enalapril) e BRA são a primeira linha para controle da pressão arterial em pacientes com DRC e albuminúria, pois reduzem a proteinúria e retardam a progressão da doença renal, além de controlar a hipertensão.

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