Doença Renal Crônica: Novas Terapias e Manejo Atual

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Analise as afirmativas referente ao manejo dos pacientes com doença renal crônica e assinale a alternativa correta

Alternativas

  1. A) Os inibidores da SGLT2 estão contraindicados nos pacientes com taxa de filtração glomerular < 30
  2. B) IECA/BRA devem ser usados apenas em paciente com albuminúria maior ou igual a 300mg/24h
  3. C) Estatinas são contraindicadas nos pacientes com taxa de filtração glomerular < 50 pelo risco de rabdomiólise
  4. D) Finerenona está indicada nos pacientes com taxa de filtração glomerular maior de 25 com diabetes e potássio normal
  5. E) A metformina não pode ser utilizada em pacientes com taxa de filtração glomerular menos que 60 pelo risco de rabdomiólise

Pérola Clínica

Finerenona indicada em DRC com DM e TFG > 25 mL/min/1.73m² e potássio normal.

Resumo-Chave

A finerenona é um antagonista seletivo do receptor de mineralocorticoides não esteroide que demonstrou reduzir o risco de progressão da doença renal e eventos cardiovasculares em pacientes com DRC e diabetes tipo 2, com TFG > 25 mL/min/1.73m² e potássio sérico normal.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública global, caracterizada por anormalidades na estrutura ou função renal presentes por mais de 3 meses, com implicações para a saúde. O manejo da DRC visa retardar a progressão da doença, prevenir complicações cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O diabetes mellitus e a hipertensão arterial são as principais causas de DRC, tornando o controle dessas comorbidades fundamental. O tratamento da DRC evoluiu significativamente com a introdução de novas classes de medicamentos. Os inibidores da SGLT2 (iSGLT2) são agora recomendados para pacientes com DRC e diabetes tipo 2, e também para alguns pacientes com DRC sem diabetes, devido aos seus benefícios renais e cardiovasculares, mesmo com taxas de filtração glomerular (TFG) abaixo de 30 mL/min/1.73m² (dependendo da droga e da indicação). Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são pilares do tratamento para reduzir a proteinúria e a progressão da DRC, sendo indicados em pacientes com albuminúria, independentemente do nível. A finerenona, um antagonista seletivo do receptor de mineralocorticoides não esteroide, representa um avanço importante. É indicada para pacientes com DRC e diabetes tipo 2, com TFG maior que 25 mL/min/1.73m² e potássio sérico normal, para reduzir o risco de progressão da DRC e eventos cardiovasculares. Em relação a outros medicamentos, as estatinas são recomendadas para a maioria dos pacientes com DRC para controle da dislipidemia e prevenção cardiovascular, sem contraindicação por TFG < 50. A metformina, embora seja um medicamento de primeira linha para diabetes, deve ter sua dose ajustada e é contraindicada em TFG < 30 mL/min/1.73m² devido ao risco de acidose lática, e não rabdomiólise.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações atuais para inibidores da SGLT2 em pacientes com DRC?

Inibidores da SGLT2 são indicados para pacientes com DRC e diabetes tipo 2, e também para pacientes com DRC sem diabetes, para reduzir a progressão da doença renal e eventos cardiovasculares, mesmo com TFG < 30 mL/min/1.73m² em alguns casos, dependendo da droga.

Quando a metformina é contraindicada em pacientes com DRC?

A metformina é geralmente contraindicada quando a TFG é < 30 mL/min/1.73m² devido ao risco aumentado de acidose lática. Em TFG entre 30-45, a dose deve ser reduzida.

Qual o papel da finerenona no manejo da DRC com diabetes?

A finerenona é um antagonista seletivo do receptor de mineralocorticoides que reduz a inflamação e fibrose, sendo indicada para pacientes com DRC e diabetes tipo 2 com TFG > 25 mL/min/1.73m² e potássio normal, para reduzir a progressão da DRC e eventos cardiovasculares.

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