HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Quanto às doenças renais no idoso é correto afirmar que:
Idosos são mais suscetíveis à lesão renal aguda, especialmente por medicamentos nefrotóxicos; a prevenção de nefrotoxicidade é crucial.
O envelhecimento leva a uma redução da reserva renal, tornando os idosos mais vulneráveis à lesão renal aguda. Medicamentos nefrotóxicos são uma das principais causas, exigindo cautela na prescrição e monitoramento rigoroso da função renal nesta população.
O envelhecimento é acompanhado por alterações fisiológicas no sistema renal que aumentam a suscetibilidade dos idosos a doenças renais agudas (LRA) e crônicas (DRC). Há uma redução progressiva da taxa de filtração glomerular (TFG), diminuição da massa renal, esclerose glomerular e aterosclerose das arteríolas renais. Essas mudanças resultam em menor reserva funcional renal, tornando o idoso mais vulnerável a insultos como desidratação, hipotensão e exposição a agentes nefrotóxicos. Entre as principais causas que predispõem à LRA no idoso, destacam-se os medicamentos nefrotóxicos, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), aminoglicosídeos, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) em contextos de depleção volêmica, e agentes de contraste iodado. A polifarmácia, comum nessa faixa etária, eleva ainda mais o risco. No Brasil, as principais causas de doença renal crônica são a hipertensão arterial e o diabetes mellitus, e não as glomerulopatias, que são mais prevalentes em populações mais jovens. Para residentes, é fundamental reconhecer a fragilidade renal do idoso e adaptar a prática clínica. Isso inclui a revisão cuidadosa da medicação, evitando ou ajustando doses de fármacos nefrotóxicos, garantindo hidratação adequada e monitorando a função renal regularmente. Na prevenção da nefropatia induzida por contraste, a hidratação com solução salina e o uso de contraste de baixa osmolalidade são medidas comprovadamente eficazes, enquanto o papel da acetilcisteína é mais discutível. O manejo da doença renal no idoso exige uma abordagem individualizada e multifacetada para preservar a função renal e melhorar a qualidade de vida.
Idosos apresentam uma redução fisiológica da taxa de filtração glomerular (TFG) com a idade, além de menor capacidade de concentração urinária e menor reserva renal. Isso os torna mais vulneráveis a insultos como desidratação, hipotensão e uso de medicamentos nefrotóxicos, que podem precipitar a doença renal aguda.
Entre os medicamentos mais nefrotóxicos para idosos estão os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) em situações de depleção volêmica, aminoglicosídeos, contraste iodado e alguns quimioterápicos. A polifarmácia também aumenta o risco.
A prevenção envolve hidratação adequada com solução salina isotônica antes e após o procedimento, uso de contraste de baixa osmolalidade e não iônico, e, se possível, suspensão temporária de medicamentos nefrotóxicos. A acetilcisteína tem benefício controverso, mas pode ser considerada em pacientes de alto risco.
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