HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Homem, 22 anos de idade, apresenta regurgitação e pirose como queixas recorrentes nos últimos dois anos. Após endoscopia digestiva alta normal, realizou tratamento com IBP nos últimos 6 meses com resolução dos sintomas, porém recidiva quando suspende medicação, mesmo com todas as medidas dietéticas e comportamentais orientadas, além de perda ponderal (IMC de 26 kg/m²). Procura atendimento para orientação quanto aos próximos passos no seu tratamento. Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para essa orientação.
DRGE refratária a IBP em jovem com recidiva e perda ponderal → considerar investigação e tratamento cirúrgico.
Pacientes jovens com DRGE refratária ao tratamento clínico otimizado com IBP, especialmente aqueles que necessitam de uso contínuo da medicação e apresentam sintomas persistentes ou atípicos, são candidatos à investigação diagnóstica aprofundada (pH-metria, manometria) e podem se beneficiar da cirurgia antirrefluxo.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum, mas quando se torna refratária ao tratamento clínico otimizado com Inibidores de Bomba de Prótons (IBP), requer uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais aprofundada. Pacientes jovens com DRGE refratária, especialmente aqueles que dependem de IBP contínuo e apresentam sintomas persistentes, são um grupo particular a ser considerado. A refratariedade pode ser devido a refluxo não ácido, esôfago hipersensível, distúrbios de motilidade esofágica ou diagnóstico incorreto. A investigação inclui pH-metria esofágica de 24 horas com impedanciometria e manometria esofágica para confirmar o refluxo patológico e excluir outras causas. A perda ponderal, embora não seja um sintoma clássico de DRGE, pode indicar outras condições ou a gravidade do quadro. Para pacientes jovens com DRGE refratária e refluxo comprovado, a cirurgia antirrefluxo (fundoplicatura laparoscópica) é uma opção terapêutica eficaz que pode oferecer alívio duradouro dos sintomas e evitar a necessidade de medicação contínua. É importante discutir os riscos e benefícios da cirurgia versus o uso prolongado de IBP, que, embora geralmente seguros, podem ter associações com efeitos adversos a longo prazo.
A DRGE é considerada refratária quando os sintomas persistem apesar do uso de IBP em dose plena por 8 a 12 semanas, ou quando há recidiva rápida após a suspensão.
pH-metria esofágica de 24 horas (com ou sem impedanciometria) para confirmar o refluxo patológico e manometria esofágica para avaliar a função do esfíncter esofágico inferior e motilidade esofágica.
Em pacientes jovens, a cirurgia pode oferecer uma solução duradoura, evitando o uso crônico de IBP e seus potenciais efeitos adversos, além de melhorar significativamente a qualidade de vida.
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