CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
Os pais levam o lactente de 4 meses à consulta de Puericultura referindo que o menor apresenta 5 episódios de vômitos ao dia, sem outras queixas. Atualmente está em dieta mista: aleitamento materno e fórmula láctea de partida. Quanto à presença de Doença do Refluxo Gastro Esofágico, assinale a assertiva abaixo que NÃO é esperada nesta patologia.
DRGE em lactentes → Vômitos, irritabilidade, esofagite. Ganho de peso adequado NÃO é esperado.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em lactentes pode manifestar-se com vômitos frequentes, irritabilidade e sono intranquilo, podendo evoluir para esofagite. Um ganho de peso adequado ou dobrar o peso de nascimento aos 5 meses seria um sinal de bom desenvolvimento, o que é improvável em um quadro de DRGE sintomática e não tratada.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em lactentes é uma condição comum, mas que requer atenção, diferenciando-se do refluxo gastroesofágico fisiológico, que é benigno e autolimitado. A DRGE ocorre quando o conteúdo gástrico retorna ao esôfago, causando sintomas incômodos ou complicações. Sua prevalência é alta nos primeiros meses de vida, diminuindo com a maturação do esfíncter esofágico inferior. Os sintomas da DRGE em lactentes são variados e podem incluir vômitos frequentes (regurgitações), irritabilidade, choro excessivo, sono intranquilo, recusa alimentar e, em casos mais graves, manifestações respiratórias (tosse crônica, sibilância) ou esofagite, que pode causar dor e sangramento. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, mas exames complementares como pHmetria ou endoscopia podem ser necessários em casos atípicos ou refratários. A dificuldade no ganho de peso é um sinal de alerta importante, indicando que o refluxo está comprometendo a nutrição do bebê. O tratamento da DRGE em lactentes geralmente começa com medidas conservadoras, como modificações dietéticas (espessamento da fórmula, fracionamento das refeições), posicionamento pós-alimentar e, se necessário, medicamentos como inibidores da bomba de prótons ou antiácidos. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos casos resolvendo-se espontaneamente até os 12-18 meses de idade. No entanto, o acompanhamento do ganho ponderal e a identificação de complicações são cruciais para garantir o desenvolvimento saudável do lactente.
Os principais sintomas incluem vômitos frequentes, irritabilidade, choro excessivo, sono intranquilo, recusa alimentar e, em casos mais graves, dificuldade no ganho de peso e esofagite.
Vômitos frequentes e a dor associada à esofagite podem levar à recusa alimentar e à perda calórica, resultando em um ganho de peso insuficiente ou até mesmo perda de peso, um sinal de alerta para a gravidade da condição.
O refluxo é considerado doença (DRGE) quando causa sintomas incômodos, complicações como esofagite, dificuldade de ganho ponderal, ou impacta negativamente a qualidade de vida do lactente.
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