Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
São grupos de risco associados ao desenvolvimento de doença do refluxo esofágico (DRGE) crianças que apresentem:
DRGE em crianças: doenças neurológicas ↑ risco devido a dismotilidade e disfunção esfincteriana.
Crianças com doenças neurológicas, como paralisia cerebral, têm maior risco de desenvolver Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) devido a distúrbios de motilidade esofágica, disfunção do esfíncter esofágico inferior e alterações na deglutição.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em crianças é uma condição comum, mas sua apresentação e fatores de risco podem variar significativamente. Em populações pediátricas especiais, como aquelas com doenças neurológicas, a DRGE é mais prevalente e frequentemente mais grave. Estima-se que até 80% das crianças com paralisia cerebral grave possam apresentar DRGE, tornando este um tópico de grande importância para pediatras e residentes. A fisiopatologia da DRGE em crianças com doenças neurológicas é multifatorial. Inclui a disfunção da deglutição (disfagia orofaríngea), que leva à aspiração e ao refluxo; a diminuição da motilidade esofágica, que retarda o clareamento do ácido; a hipotonia ou relaxamentos transitórios inadequados do esfíncter esofágico inferior; e o aumento da pressão intra-abdominal devido à espasticidade ou posturas anormais. Esses fatores combinados criam um ambiente propício para o refluxo e suas complicações. O manejo da DRGE nesse grupo de pacientes é desafiador e requer uma abordagem individualizada. Inclui medidas posturais, modificações dietéticas (espessamento de alimentos, fracionamento das refeições), uso de medicamentos (inibidores da bomba de prótons, antiácidos) e, em casos refratários ou com complicações graves, intervenções cirúrgicas como a fundoplicatura. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, muitas vezes atípicos, é fundamental para evitar desfechos adversos como desnutrição, esofagite e pneumonias de repetição.
Crianças com doenças neurológicas frequentemente apresentam disfunção da deglutição (disfagia), diminuição da motilidade esofágica, hipotonia do esfíncter esofágico inferior e aumento da pressão intra-abdominal, fatores que predispõem ao refluxo gastroesofágico.
As manifestações podem ser atípicas e incluem irritabilidade, recusa alimentar, vômitos frequentes, baixo ganho ponderal, apneia, broncoaspiração recorrente, tosse crônica e sibilância, dificultando o diagnóstico.
O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações graves como esofagite, estenose esofágica, anemia, desnutrição e doenças respiratórias crônicas, melhorando a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança.
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