DRGE em Lactentes: Sinais, Sintomas e Diagnóstico

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021

Enunciado

O refluxo gastroesofágico (RGE) é caracterizado pelo retorno de conteúdo gástrico parao esôfago, atingindo, algumas vezes, a faringe, a boca e as vias aéreas superiores. Em geral, um processo fisiológico normal que ocorre várias vezes por dia principalmente nos bebês até 18 meses de idade. Em relação ao RGE nesta faixa etária podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) O refluxo gastroesofágico fisiológico requer tratamento com antiácidos e medicamentos procinéticos;
  2. B) As manifestações clínicas da doença do refluxo gastroesofágico podem ser alteração da postura com arqueamento do tronco, cianose, apneia, recusa alimentar e dificuldade ganho de peso;
  3. C) O diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico deve ser realizado fundamentalmente com exames complementares como phmetria esofágica de 24 horas, ultrassonografia abdominal e endoscopia digestiva alta;
  4. D) O RGE fisiológico afeta até 20% de todos os lactentes e inicia-se antes de oito semanas de vida. Estas regurgitações diminuem em número e volume entre dois e quatro meses e, posteriormente, aumentam progressivamente com o aumento de idade;
  5. E) Em relação à orientação postural no RGE, o lactente deve ser mantido em decúbito lateral e prona por um período de 20 a 30 minutos após a mamada, o que facilita a eructação e o esvaziamento gástrico, diminuindo os eventos de regurgitação.

Pérola Clínica

DRGE em lactentes: arqueamento tronco, cianose, apneia, recusa alimentar, dificuldade ganho de peso.

Resumo-Chave

O RGE fisiológico é comum e autolimitado. A DRGE, por outro lado, manifesta-se com sintomas que afetam o bem-estar e o desenvolvimento do lactente, exigindo investigação e manejo.

Contexto Educacional

O refluxo gastroesofágico (RGE) é um fenômeno comum em lactentes, geralmente fisiológico e autolimitado, resolvendo-se até os 18 meses. A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o RGE causa sintomas incômodos ou complicações, impactando a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança. É crucial para residentes diferenciar essas duas condições para um manejo adequado. As manifestações clínicas da DRGE em lactentes são variadas e podem incluir sintomas atípicos. Além da regurgitação frequente, deve-se suspeitar de DRGE em casos de irritabilidade excessiva, choro inconsolável, recusa alimentar, dificuldade no ganho de peso, apneia, cianose, sibilância recorrente e posturas anormais (Síndrome de Sandifer). O diagnóstico é primariamente clínico, com exames complementares reservados para casos atípicos ou complicações. O tratamento inicial da DRGE em lactentes envolve medidas comportamentais e dietéticas, como espessamento da dieta, fracionamento das refeições e posicionamento pós-prandial. A terapia medicamentosa, com antiácidos ou inibidores de bomba de prótons, é considerada apenas para casos graves ou com complicações comprovadas, sempre sob orientação médica, devido aos potenciais efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta da Doença do Refluxo Gastroesofágico em lactentes?

Sinais de alerta incluem arqueamento do tronco (Síndrome de Sandifer), cianose, apneia, recusa alimentar persistente, irritabilidade excessiva e dificuldade no ganho de peso.

Como diferenciar o refluxo gastroesofágico fisiológico da doença do refluxo gastroesofágico em bebês?

O refluxo fisiológico é benigno, sem comprometimento do estado geral ou ganho de peso. A DRGE causa sintomas que afetam a saúde e o desenvolvimento, como dor, complicações respiratórias ou esofágicas.

Quando é indicado o tratamento medicamentoso para DRGE em lactentes?

O tratamento medicamentoso é reservado para casos de DRGE com complicações (esofagite, falha de crescimento) ou sintomas graves refratários a medidas posturais e dietéticas.

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