DRGE Pediátrica: Manejo e Tratamento com IBP

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Criança, 8 anos de idade, queixava de queimação retroesternal e epigastralgia após refeições, há 3 meses. Nega engasgos, dificuldades de deglutição, alterações do hábito intestinal ou do peso. Orientado sobre modificações de estilo de vida com pouca mudança da sintomatologia. Dessa forma, foi realizado tratamento com omeprazol por 10 dias com resolução das queixas. Porém, ao suspender a medicação, os sintomas retornaram. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a orientação, segundo o protocolo da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Alternativas

  1. A) Estender o tratamento com omeprazol por 4 a 8 semanas.
  2. B) Manter sem medicação e suspender o leite de vaca por 14 dias.
  3. C) Solicitar ultrassom de abdome para afastar alterações pilóricas.
  4. D) Tratar com dexlansoprazol por 7 dias e reavaliar sem medicação.
  5. E) Trocar a classe de inibidor de acidez, a exemplo da domperidona.

Pérola Clínica

DRGE pediátrica com resposta inicial a IBP e recorrência → Estender IBP por 4-8 semanas (SBP).

Resumo-Chave

Em crianças com sintomas típicos de DRGE que respondem a um curso curto de IBP, mas recorrem ao suspender, a conduta inicial recomendada pela SBP é estender o tratamento com IBP por um período mais longo (4 a 8 semanas) antes de considerar outras investigações ou abordagens. Isso visa consolidar a melhora e avaliar a real necessidade de manutenção.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em crianças é uma condição comum caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência varia, mas é uma das queixas gastrointestinais mais frequentes na pediatria, impactando significativamente a qualidade de vida. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações a longo prazo. A fisiopatologia envolve a disfunção do esfíncter esofágico inferior, clareamento esofágico reduzido e esvaziamento gástrico retardado. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas típicos. A suspeita deve surgir em crianças com queixas persistentes de queimação, dor epigástrica ou regurgitação, especialmente após falha de modificações de estilo de vida. O tratamento inicial envolve modificações de estilo de vida e, se necessário, o uso de inibidores de bomba de prótons (IBP) como o omeprazol. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, em casos de recorrência dos sintomas após a suspensão de um curso curto de IBP, a conduta correta é estender o tratamento por 4 a 8 semanas para avaliar a resposta sustentada e consolidar a melhora, antes de considerar outras abordagens diagnósticas ou terapêuticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da DRGE em crianças?

Os sintomas típicos incluem queimação retroesternal, epigastralgia, regurgitação, dor torácica e, em casos mais graves, manifestações extraesofágicas como tosse crônica ou asma.

Por que estender o tratamento com omeprazol na DRGE pediátrica?

A extensão do tratamento com inibidores de bomba de prótons (IBP) por 4 a 8 semanas é recomendada em casos de recorrência sintomática após um curso inicial curto, para consolidar a cicatrização da mucosa e avaliar a necessidade de terapia de manutenção.

Quando considerar investigação adicional na DRGE pediátrica?

Investigações adicionais, como endoscopia ou pHmetria, são indicadas em casos de falha terapêutica com IBP, sintomas atípicos, sinais de alarme (disfagia, perda de peso) ou suspeita de complicações.

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