PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Lactente de 2 meses de idade, nascido à termo, apresenta regurgitações frequentes após alimentação. Está sempre irritado e dorme pouco. Já teve pneumonia com 1 mês de idade. Sua cabeça está apresentando uma postura anormal deslocada para a direita e para traz. Não ganhou peso no último mês. O diagnóstico MAIS PROVÁVEL é:
Lactente com regurgitações, irritabilidade, baixo peso e torcicolo → suspeitar de DRGE complicada (Síndrome de Sandifer).
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em lactentes pode se manifestar com sintomas atípicos, como irritabilidade, baixo ganho ponderal e até torcicolo (Síndrome de Sandifer), além das regurgitações. Pneumonias de repetição são uma complicação respiratória importante.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum em lactentes, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Embora regurgitações sejam fisiológicas em muitos bebês, a DRGE se torna patológica quando causa sintomas incômodos ou complicações, afetando a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança. É crucial para o residente saber diferenciar o refluxo fisiológico da DRGE patológica. A fisiopatologia da DRGE envolve imaturidade do esfíncter esofágico inferior, esvaziamento gástrico lentificado e aumento da pressão intra-abdominal. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas. Sinais de alerta como baixo ganho ponderal, irritabilidade persistente, recusa alimentar, apneia ou pneumonias de repetição, e a Síndrome de Sandifer (posturas anômalas da cabeça e pescoço) indicam DRGE complicada e exigem investigação e tratamento mais agressivos. O tratamento da DRGE em lactentes começa com medidas conservadoras, como modificações dietéticas (espessamento da fórmula, fracionamento das refeições) e posturais (elevação da cabeceira do berço). Em casos refratários ou com complicações, podem ser utilizados medicamentos como inibidores de bomba de prótons ou antagonistas H2. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos casos resolvendo-se espontaneamente até os 12-18 meses de idade, mas o manejo adequado é vital para prevenir complicações a longo prazo.
Sinais de alerta incluem baixo ganho ponderal, irritabilidade excessiva, recusa alimentar, apneia, pneumonias de repetição e posturas anormais da cabeça e pescoço, como na Síndrome de Sandifer.
A Síndrome de Sandifer é uma condição rara em que lactentes adotam posturas distônicas e anômalas da cabeça e pescoço, muitas vezes confundidas com convulsões, em resposta à dor e desconforto causados pelo refluxo gastroesofágico grave.
A conduta inicial envolve medidas posturais e dietéticas, como espessamento da dieta e fracionamento das refeições. Em casos mais graves ou com falha terapêutica, podem ser indicados inibidores de bomba de prótons ou antiácidos, e investigação diagnóstica mais aprofundada.
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