DRGE: Avaliação Pré-Operatória e Encurtamento Esofágico

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Ao avaliar paciente masculino, 35 anos, com queixa de dor torácica e azia, com investigação cardiológica prévia sem particularidades, encaminhado para avaliação de indicação cirúrgica, devese levar em consideração que:

Alternativas

  1. A) A determinação de encurtamento esofágico é importante para avaliação de resposta terapêutica clínica e cirúrgica.
  2. B) “Esôfago em quebra-nozes” é causa frequente de dor torácica e pode afetar o resultado cirúrgico, sendo necessária a realização de ph-metria esofágica de 24h para seu diagnóstico.
  3. C) Avaliar a função do corpo gástrico e do esvaziamento gástrico não interferem na indicação cirúrgica, uma vez que o procedimento interfere apenas no esvaziamento esofágico.
  4. D) Pacientes com sintomas típicos, mas sem lesão de mucosa na endoscopia, devem ser tratados apenas sintomaticamente, pois trata-se de sintomas não relacionados ao refluxo.
  5. E) A avaliação radiológica também tem papel no diagnóstico, sendo que a ausência de refluxo de bário espontâneo em posição ortostática exclui refluxo patológico.

Pérola Clínica

Encurtamento esofágico → impacta técnica cirúrgica e sucesso da fundoplicatura.

Resumo-Chave

A avaliação pré-operatória da DRGE exige identificar o encurtamento esofágico (braquiesôfago), pois este pode exigir manobras de alongamento (Collis) para evitar falha da válvula.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória da DRGE é multidisciplinar e visa confirmar o refluxo, avaliar a anatomia e a motilidade esofágica. O encurtamento esofágico é um achado crítico que altera a tática cirúrgica. A manometria esofágica é essencial para definir o tipo de fundoplicatura e diagnosticar distúrbios motores associados, como o esôfago em quebra-nozes, que pode mimetizar dor anginosa. A falha em reconhecer esses fatores resulta em altas taxas de insucesso cirúrgico e disfagia pós-operatória.

Perguntas Frequentes

Como o encurtamento esofágico afeta a cirurgia?

O encurtamento esofágico, ou braquiesôfago, ocorre devido à fibrose longitudinal por refluxo crônico. Se não identificado, a fundoplicatura pode ser realizada sob tensão ou migrar para o tórax, levando à recidiva dos sintomas. Técnicas como a gastroplastia de Collis podem ser necessárias para alongar o esôfago e garantir que a válvula permaneça em posição intra-abdominal sem tensão excessiva.

Qual o papel da manometria no esôfago em quebra-nozes?

O esôfago em quebra-nozes (nutcracker esophagus) é um distúrbio de hipermotilidade caracterizado por contrações de alta amplitude (>180 mmHg). O diagnóstico é exclusivamente manométrico. Na avaliação pré-operatória da DRGE, a manometria é fundamental para descartar distúrbios motores que contraindiquem a fundoplicatura total (Nissen) ou que expliquem sintomas de dor torácica não cardíaca.

O esofagograma exclui refluxo patológico?

Não. O esofagograma (REED) tem baixa sensibilidade para o diagnóstico de refluxo gastroesofágico propriamente dito, especialmente em posição ortostática. Sua principal utilidade na avaliação pré-operatória é anatômica: identificar hérnias de hiato, estenoses, divertículos e o comprimento do esôfago, mas a ausência de refluxo de bário não descarta a doença patológica confirmada por pH-metria.

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