DRGE Refratária: Investigação e Manejo Avançado

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Curitiba — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 54 anos, multípara, sobrepeso, vem em consulta ambulatorial com queixa de pirose, regurgitação, ̈gosto amargo na garganta ̈ de início há aproximadamente um ano. Refere ter ido ao gastroenterologista que prescreveu pantoprazol. Fez uso adequado da medicação sem melhora significativa do quadro. Nega outras queixas. Traz exames realizados nos últimos 6 meses: EDA com presença de hérnia hiatal de 2cm, sem sinais de esofagite. Ecografia de abdome total com esteatose moderada, sem outras anormalidades. A paciente deseja ser operada de  ̈hérnia do estomago ̈(sic). Neste caso qual seria a sua conduta?

Alternativas

  1. A) Trocaria a medicação para bloqueador H2 como a ranitidina e trataria empiricamente H. pylori mesmo sem endoscopia com teste de urease positivo, pois a grande maioria dos pacientes apresenta melhora dos sintomas após esse tratamento.
  2. B) Indicaria a cirurgia de acordo com a vontade da paciente, mas optaria por válvula parcial anterior para evitar disfagia pós-operatória.
  3. C) Indicaria realização de uma radiografia contrastada de esôfago-estômago e duodeno para pesquisar etiologia neoplásica.
  4. D) Investigaria melhor o quadro da paciente solicitando pHmetria e manometria esofágica, pois a paciente pode apresentar DRGE não erosiva.
  5. E) Encaminharia ao otorrinolaringologista pensando em queixas otorrinolaringológicas, descartando quadro clínico relacionado ao refluxo gastroesofágico.

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