DRGE em Lactentes: Diretrizes de Tratamento e Supressão Ácida

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Os principais objetivos do tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) são a promoção do crescimento e do ganho de peso adequados, o alívio dos sintomas, a cicatrização das lesões teciduais, a prevenção da recorrência destas e das complicações associadas à DRGE. Qual das alternativas abaixo está de acordo com as diretrizes em relação à supressão ácida no tratamento da DRGE, baseado e modificado do Consenso de 2018 da NASPGHAN/ESPGHAN2:

Alternativas

  1. A) Recomenda tratamento conservador como evitar overfeeding, espessar fórmula e usar citoprotetor de mucosa ou antiácidos, antes de partir para um tratamento mais agressivo, como inibidor de bomba de próton (IBP), nos lactentes e crianças com sintomas leves e moderados.
  2. B) Todos os grupos de estudos sugerem usar bloqueador H2 ou inibidor de bomba de próton (IBP) nos lactentes normais com choro e irritabilidade.
  3. C) Recomenda usar inibidor de bomba de próton (IBP) antes de excluir alergia à proteína do leite de vaca nos lactentes com sintomas múltiplos e inespecíficos.
  4. D) Recomenda cursos de 5 a 7 dias de inibidor de bomba de próton (IBP) para sintomas típicos (azia, dor retroesternal, pirose, dor epigástrica) em crianças maiores.
  5. E) O tratamento inicial de regurgitações nos lactentes normais deve ser feito com bloqueador H2 ou inibidor de bomba de próton (IBP).

Pérola Clínica

DRGE leve/moderada em lactentes: iniciar com medidas conservadoras (evitar overfeeding, espessar fórmula) antes de IBP.

Resumo-Chave

As diretrizes atuais para Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em lactentes e crianças com sintomas leves a moderados preconizam uma abordagem escalonada, começando com medidas conservadoras. O uso de inibidores de bomba de próton (IBP) ou bloqueadores H2 deve ser reservado para casos mais graves ou refratários, após a falha das intervenções não farmacológicas.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum em lactentes e crianças, caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos ou complicações. A prevalência é alta nos primeiros meses de vida, diminuindo com o amadurecimento do esfíncter esofágico inferior. É crucial diferenciar o refluxo gastroesofágico fisiológico (regurgitações sem complicações) da DRGE patológica. O diagnóstico da DRGE é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Em casos de sintomas atípicos ou refratários, exames complementares como pHmetria ou endoscopia podem ser necessários. As diretrizes, como o Consenso NASPGHAN/ESPGHAN 2018, enfatizam uma abordagem escalonada, priorizando intervenções não farmacológicas. O tratamento inicial para DRGE leve a moderada envolve medidas conservadoras, como modificações dietéticas (evitar overfeeding, espessar a fórmula), posicionamento e, em alguns casos, exclusão de alergia à proteína do leite de vaca. A supressão ácida com bloqueadores H2 ou inibidores de bomba de próton (IBP) é reservada para casos mais graves, com esofagite erosiva ou sintomas refratários, e deve ser utilizada pelo menor tempo e na menor dose eficaz, devido aos potenciais efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são as primeiras medidas de tratamento para DRGE leve em lactentes?

As primeiras medidas incluem evitar a superalimentação (overfeeding), espessar a fórmula e, em alguns casos, usar citoprotetores de mucosa ou antiácidos. Essas intervenções devem ser tentadas antes de considerar medicamentos mais agressivos.

Quando o uso de inibidores de bomba de próton (IBP) é recomendado para DRGE em lactentes?

IBPs são geralmente recomendados para lactentes e crianças com sintomas mais graves de DRGE, como esofagite erosiva comprovada, ou quando as medidas conservadoras falham em aliviar os sintomas e promover o ganho de peso adequado.

Por que o tratamento conservador é preferido inicialmente na DRGE pediátrica?

O tratamento conservador é preferido inicialmente para evitar os potenciais efeitos adversos dos medicamentos supressores de ácido, como aumento do risco de infecções gastrointestinais e respiratórias, e para permitir que a DRGE fisiológica se resolva espontaneamente com o amadurecimento do trato gastrointestinal.

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