HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Paciente masculino, lactente, com cinco meses de idade, vai à consulta pediátrica com a mãe. Ela relata que o filho regurgita o leite com frequência, além de vomitar, e ambos ocorrem logo depois da amamentação. Sobre o caso descrito, analisar os itens abaixo: I. De acordo com a história clínica, uma das principais hipóteses diagnósticas para esse paciente é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), visto que os vômitos e as regurgitações pós-prandiais são as manifestações clínicas mais comuns e típicas da DRGE em lactentes. II. Um dos diagnósticos diferenciais que pode ser considerado é a alergia à proteína do leite de vaca, além de anomalias anatômicas congênitas, como a estenose hipertrófica de piloro e a má rotação intestinal. III. O diagnóstico de DRGE é feito principalmente por exames laboratoriais diagnósticos, sendo a história clínica menos relevante e, como o lactente do caso relatado tem sintomas leves, já se pode iniciar a terapêutica farmacológica, para evitar que sintomas graves apareçam. Estão CORRETOS:
DRGE em lactentes = regurgitação/vômito pós-prandial. Diferenciar de APLV, estenose pilórica e má rotação intestinal.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma hipótese comum em lactentes com regurgitações e vômitos pós-prandiais. É crucial considerar diagnósticos diferenciais como a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) e anomalias anatômicas que podem mimetizar os sintomas.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum em lactentes, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, resultando em sintomas incômodos ou complicações. As regurgitações e vômitos pós-prandiais são as manifestações clínicas mais típicas e frequentes, mas a DRGE pode se apresentar com irritabilidade, recusa alimentar, baixo ganho ponderal e, em casos mais graves, sintomas respiratórios. É fundamental considerar um amplo espectro de diagnósticos diferenciais em lactentes com vômitos e regurgitações. A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é um diferencial importante, muitas vezes mimetizando a DRGE. Anomalias anatômicas congênitas, como a estenose hipertrófica de piloro (vômitos em jato, não biliosos) e a má rotação intestinal (vômitos biliosos, dor abdominal), são condições graves que exigem reconhecimento e intervenção urgentes. O diagnóstico da DRGE em lactentes é primariamente clínico, baseado na anamnese detalhada e exame físico. Exames complementares são geralmente reservados para casos atípicos, graves ou refratários ao tratamento inicial. A abordagem terapêutica para sintomas leves começa com medidas conservadoras, como modificações dietéticas (espessamento do leite, exclusão de proteína do leite de vaca se houver suspeita de APLV) e posicionamento. A terapia farmacológica é considerada apenas se as medidas conservadoras falharem ou se houver sintomas graves ou complicações.
As manifestações mais comuns da DRGE em lactentes são regurgitações frequentes e vômitos pós-prandiais. Outros sintomas podem incluir irritabilidade, recusa alimentar e baixo ganho ponderal em casos mais graves.
Além da DRGE, devem ser considerados a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), anomalias anatômicas como estenose hipertrófica de piloro e má rotação intestinal, infecções, erros inatos do metabolismo e outras causas de vômitos.
O diagnóstico da DRGE em lactentes é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico. A abordagem inicial para sintomas leves inclui medidas comportamentais, como espessamento do leite e posicionamento, antes de considerar a terapia farmacológica.
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