HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024
Assinale a opção que apresenta a doença benigna mais comum do esófago.
DRGE = Doença benigna mais comum do esôfago, causada por refluxo ácido.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é a condição benigna mais prevalente do esôfago, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou lesões. É importante diferenciá-la de outros distúrbios esofágicos, que são menos comuns.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é a condição benigna mais prevalente que afeta o esôfago, com uma alta incidência na população geral. Caracteriza-se pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e, em alguns casos, lesões na mucosa esofágica. Sua importância clínica reside não apenas na sua frequência, mas também nas complicações potenciais, como esofagite, estenose esofágica e Esôfago de Barrett, que pode progredir para adenocarcinoma. A fisiopatologia da DRGE envolve principalmente a disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), que pode ser resultado de relaxamentos transitórios inapropriados, hipotonia do EEI ou alterações anatômicas como a hérnia de hiato. Fatores como obesidade, dieta rica em gorduras, tabagismo e consumo de álcool podem agravar a condição. O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado na presença de pirose e regurgitação. Exames complementares como endoscopia digestiva alta e pHmetria são reservados para casos atípicos, refratários ao tratamento ou para rastreamento de complicações. O tratamento da DRGE visa aliviar os sintomas, cicatrizar a esofagite e prevenir complicações. Inclui modificações no estilo de vida (elevar a cabeceira da cama, evitar alimentos gatilho, perder peso), uso de medicamentos como inibidores da bomba de prótons (IBP) e, em casos selecionados, tratamento cirúrgico (fundoplicatura). É fundamental que residentes e estudantes compreendam a DRGE para um manejo eficaz, diferenciando-a de outros distúrbios esofágicos menos comuns, como acalasia, divertículo de Zenker, espasmo esofageano difuso e esôfago em quebra-nozes, que possuem fisiopatologias e abordagens terapêuticas distintas.
Os sintomas típicos da DRGE incluem pirose (azia), que é uma sensação de queimação retroesternal, e regurgitação, que é o retorno do conteúdo gástrico ou esofágico para a boca ou faringe. Sintomas atípicos podem incluir dor torácica não cardíaca, tosse crônica, rouquidão e asma.
A principal causa da DRGE é a disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), que pode ser devido a relaxamentos transitórios inapropriados, hipotonia do EEI ou uma hérnia de hiato. Esses fatores permitem o refluxo do conteúdo ácido do estômago para o esôfago.
O diagnóstico da DRGE é frequentemente clínico, baseado nos sintomas típicos. Em casos refratários ou com sintomas atípicos, podem ser realizados exames como endoscopia digestiva alta, pHmetria esofágica de 24 horas e manometria esofágica. O tratamento inclui mudanças no estilo de vida, medicamentos (inibidores da bomba de prótons, antiácidos) e, em casos selecionados, cirurgia (fundoplicatura).
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