USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Homem, 45 anos, obeso e tabagista, queixa-se de pirose pós prandial associada a regurgitações amargas há 3 meses. Atribui piora dos sintomas a ingestão de alimentos gordurosos, refrigerantes e bebidas alcóolicas. Alívio parcial com uso de antiácidos. Qual o principal mecanismo fisiopatológico considerando a hipótese diagnóstica mais provável?
DRGE: principal mecanismo é o relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior (EEI), permitindo refluxo.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é primariamente causada por relaxamentos transitórios inadequados do esfíncter esofágico inferior (EEI), que permitem o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. Fatores como obesidade e dieta podem agravar esses relaxamentos e a exposição ácida.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. É uma das doenças gastrointestinais mais comuns, com alta prevalência na população adulta. Fatores de risco incluem obesidade, tabagismo, consumo de álcool e certos alimentos. O principal mecanismo fisiopatológico da DRGE é o relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior (EEI), que ocorre independentemente da deglutição e permite o refluxo. Outros fatores contribuintes incluem a hipotonia do EEI, a hérnia de hiato (que compromete a barreira antirrefluxo), a depuração esofágica deficiente e o esvaziamento gástrico retardado. Os sintomas típicos são pirose (azia) e regurgitação. O diagnóstico é clínico, mas exames como endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica podem ser necessários. O tratamento envolve modificações no estilo de vida, antiácidos, inibidores da bomba de prótons (IBP) e, em casos selecionados, cirurgia. A compreensão do mecanismo do relaxamento transitório do EEI é fundamental para o manejo eficaz da DRGE.
O principal mecanismo fisiopatológico da DRGE é o relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior (EEI), que ocorre independentemente da deglutição e permite o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago.
Fatores como obesidade, tabagismo, ingestão de alimentos gordurosos, cafeína, álcool, chocolate e grandes refeições podem diminuir a pressão do EEI ou aumentar a frequência dos relaxamentos transitórios, agravando os sintomas.
A hérnia de hiato pode contribuir para a DRGE ao comprometer a função do EEI e a depuração ácida esofágica, mas não é o único nem o principal mecanismo em todos os casos, sendo o relaxamento transitório do EEI mais prevalente.
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