UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Quanto à doença do refluxo gastroesofágico, muito comum na atenção primária à saúde, é correto afirmar:
DRGE: mudanças no estilo de vida são a primeira linha de tratamento, mesmo antes de exames complementares.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é comum e, na atenção primária, o diagnóstico é frequentemente clínico (pirose e regurgitação). As mudanças no estilo de vida (dieta, peso, elevação da cabeceira) são a pedra angular do tratamento inicial e devem ser sempre indicadas.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição extremamente comum na atenção primária à saúde, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua alta prevalência e o impacto na qualidade de vida tornam seu manejo um conhecimento essencial para todos os profissionais de saúde. O diagnóstico da DRGE é frequentemente clínico, baseado na presença de sintomas típicos como pirose retroesternal (azia) e regurgitação. Na maioria dos casos, esses sintomas são suficientes para iniciar o tratamento empírico, sem a necessidade imediata de exames complementares. A endoscopia digestiva alta não é considerada padrão ouro para o diagnóstico da DRGE não complicada, sendo reservada para casos com sintomas de alarme, falha terapêutica ou para rastreamento de complicações. O tratamento da DRGE deve sempre começar com mudanças obrigatórias no estilo de vida. Essas medidas incluem elevação da cabeceira da cama, perda de peso, evitar refeições volumosas antes de deitar e a exclusão de alimentos e bebidas que sabidamente pioram o refluxo (ex: gorduras, cafeína, álcool, chocolate, alimentos ácidos). Essas intervenções são a base do manejo e podem ser complementadas com terapia farmacológica, como inibidores da bomba de prótons (IBP), quando necessário.
Os sintomas clássicos da DRGE são a pirose retroesternal (azia) e a regurgitação ácida. Outros sintomas atípicos podem incluir tosse crônica, rouquidão e dor torácica não cardíaca.
As mudanças incluem elevar a cabeceira da cama, evitar refeições volumosas antes de deitar, perder peso, evitar alimentos gordurosos, cítricos, cafeína, chocolate, álcool e tabagismo.
A endoscopia digestiva alta não é necessária para o diagnóstico inicial da DRGE em casos típicos. É indicada para investigar sintomas de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia), falha terapêutica ou para rastrear complicações como esôfago de Barrett.
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