HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
A complementação do exame endoscópico com biópsia na doença do refluxo gastroesofágico não deve ser conduta de rotina, estando reservada para situações especiais, tais como:
Biópsia na DRGE → estenose, úlcera, Esôfago de Barrett.
A biópsia endoscópica não é rotina na DRGE não complicada. É reservada para identificar complicações como estenose, úlceras, ou condições pré-malignas como o Esôfago de Barrett, que requerem vigilância e manejo específicos.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou lesões na mucosa esofágica. Embora a endoscopia digestiva alta seja um exame fundamental no diagnóstico e acompanhamento da DRGE, a biópsia da mucosa esofágica não é uma conduta de rotina para todos os pacientes. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, composta principalmente pelo esfíncter esofágico inferior (EEI) e pelo diafragma. O refluxo crônico pode levar a esofagite, úlceras, estenoses e, em alguns casos, ao Esôfago de Barrett, uma metaplasia intestinal que é uma condição pré-maligna para adenocarcinoma esofágico. A biópsia endoscópica é reservada para situações específicas onde há suspeita de complicações ou condições que requerem avaliação histopatológica. Isso inclui a presença de estenoses esofágicas (para descartar malignidade), úlceras esofágicas (para investigar etiologias como infecção ou malignidade) e, crucialmente, para o diagnóstico e acompanhamento do Esôfago de Barrett, onde a biópsia é essencial para identificar metaplasia intestinal e graus de displasia, guiando a vigilância e o tratamento.
A biópsia endoscópica na DRGE é indicada em situações de achados suspeitos como estenose esofágica, úlceras esofágicas, massas ou áreas de metaplasia, especialmente para confirmar o diagnóstico de Esôfago de Barrett e avaliar a presença de displasia.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal por epitélio colunar especializado com metaplasia intestinal. A biópsia é crucial para confirmar o diagnóstico e monitorar a presença de displasia, que pode progredir para adenocarcinoma esofágico.
Não, a biópsia não é necessária para o diagnóstico de DRGE na maioria dos casos. O diagnóstico é frequentemente clínico ou baseado em achados endoscópicos de esofagite erosiva. A biópsia é reservada para avaliar complicações ou para descartar outras condições.
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