PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
A indicação de tratamento cirúrgico para um paciente que apresenta doença do refluxo gastro-esofágico deve ser feita quando
DRGE: esofagite erosiva grave (grau III/IV) ou falha no tratamento clínico otimizado → considerar cirurgia.
A indicação de tratamento cirúrgico para DRGE geralmente ocorre em casos de falha do tratamento clínico otimizado, presença de complicações graves como esofagite erosiva avançada (graus III ou IV), estenose péptica ou esôfago de Barrett com displasia de alto grau.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou lesões. O tratamento inicial é clínico, baseado em modificações do estilo de vida e uso de inibidores de bomba de prótons (IBP). No entanto, uma parcela dos pacientes pode necessitar de intervenção cirúrgica. As indicações para o tratamento cirúrgico da DRGE, geralmente a fundoplicatura (como a de Nissen), são bem estabelecidas. Elas incluem a falha do tratamento clínico otimizado (sintomas persistentes apesar do uso adequado de IBP), a presença de complicações graves como esofagite erosiva avançada (graus III ou IV de Los Angeles), estenose péptica refratária, esôfago de Barrett com displasia de alto grau ou adenocarcinoma precoce. Outras indicações podem ser a dependência de IBP por longo prazo em pacientes jovens que preferem a cirurgia, ou a presença de sintomas atípicos (como tosse crônica ou asma) comprovadamente relacionados ao refluxo. Exames como manometria e pHmetria esofágica são cruciais para confirmar o diagnóstico, avaliar a função esofágica e selecionar adequadamente os candidatos à cirurgia, mas suas alterações isoladas não são, por si só, indicações cirúrgicas.
As principais indicações incluem falha do tratamento clínico com inibidores de bomba de prótons (IBP), esofagite erosiva grave (graus III ou IV), estenose péptica, esôfago de Barrett com displasia de alto grau e pacientes jovens que desejam evitar terapia medicamentosa a longo prazo.
Esofagite erosiva grau III (ou IV) indica uma inflamação grave da mucosa esofágica, com erosões confluentes ou úlceras, que pode não responder adequadamente ao tratamento clínico e aumenta o risco de complicações como estenose e sangramento.
Não. A manometria e a pHmetria são exames diagnósticos que auxiliam na avaliação da DRGE e na seleção de pacientes para cirurgia, mas suas alterações isoladas raramente são indicações cirúrgicas diretas sem a presença de falha terapêutica ou complicações graves.
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