DRGE: Indicações de Cirurgia e Manejo da Esofagite

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022

Enunciado

Um paciente foi atendido em pronto atendimento com queixa de pirose e regurgitação, relatando que, nas últimas semanas, está com tosse, odinofagia e eructações. Diante disso, ele foi diagnosticado como doença do refluxo gastroesofágico (DRG). Tendo em vista esse caso clínico, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A elevação da cabeceira e a diminuição da ingesta de álcool e gorduras não têm impacto na DRG.
  2. B) O controle do peso não muda o prognóstico dessa doença e seu tratamento.
  3. C) A correção cirúrgica pode ser indicada quando o paciente, a despeito da aderência adequada ao tratamento, segue com esofagite redicivante.
  4. D) O prognóstico dos pacientes com DRG não tratados é sem complicações e com alto índice de resolução.
  5. E) Na presença de esôfago de Barrett, não há necessidade de exames para controle.

Pérola Clínica

DRGE: correção cirúrgica indicada para esofagite refratária ao tratamento clínico otimizado.

Resumo-Chave

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) pode apresentar sintomas típicos (pirose, regurgitação) e atípicos (tosse, odinofagia). O tratamento inicial é clínico, com modificações de estilo de vida e inibidores da bomba de prótons (IBP). A cirurgia é uma opção para pacientes com sintomas persistentes e complicações, como esofagite recorrente, apesar da aderência ao tratamento clínico.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta e impacta significativamente a qualidade de vida. A DRGE pode se manifestar com sintomas típicos como pirose e regurgitação, mas também com sintomas atípicos que dificultam o diagnóstico, como tosse crônica, odinofagia e eructações, exigindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica abrangente. A fisiopatologia da DRGE envolve disfunção do esfíncter esofágico inferior, hérnia de hiato, esvaziamento gástrico retardado e alterações na depuração esofágica. O diagnóstico é primariamente clínico, mas exames como endoscopia digestiva alta, pHmetria e manometria esofágica podem ser necessários para confirmar o diagnóstico, avaliar complicações ou guiar o tratamento. É crucial reconhecer que o controle do peso e as modificações dietéticas e de estilo de vida são pilares do tratamento. O tratamento da DRGE inicia-se com modificações de estilo de vida e uso de inibidores da bomba de prótons (IBP). A correção cirúrgica, como a fundoplicatura, é uma opção para pacientes que não respondem ao tratamento clínico otimizado, que apresentam complicações como esofagite recorrente ou que desejam evitar o uso contínuo de medicamentos. O prognóstico da DRGE não tratada pode incluir complicações graves como esofagite erosiva, estenose esofágica e Esôfago de Barrett, que requer vigilância devido ao risco de malignização.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas atípicos da DRGE e como eles se manifestam?

Os sintomas atípicos da DRGE incluem tosse crônica, asma de difícil controle, rouquidão, dor torácica não cardíaca, globus faríngeo e erosões dentárias. Eles ocorrem devido à irritação das vias aéreas e da faringe pelo refluxo ácido, mimetizando outras condições.

Quais são as principais modificações de estilo de vida recomendadas para pacientes com DRGE?

As modificações incluem elevar a cabeceira da cama, evitar refeições volumosas antes de deitar, perder peso em caso de obesidade, evitar alimentos que desencadeiam sintomas (gorduras, cafeína, chocolate, álcool, cítricos) e parar de fumar.

Qual a importância do Esôfago de Barrett na DRGE e como é feito seu controle?

O Esôfago de Barrett é uma complicação da DRGE caracterizada por metaplasia intestinal do epitélio esofágico, sendo uma condição pré-maligna para adenocarcinoma de esôfago. Seu controle envolve vigilância endoscópica regular com biópsias para detectar displasia e, se presente, considerar ablação ou ressecção.

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