SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Uma mulher jovem, de 28 anos, sem comorbidades relevantes, procura atendimento médico com queixa de pirose ocasional e regurgitação ácida. Ela já realizou uma endoscopia digestiva alta há 6 meses, que evidenciou esofagite de refluxo leve. Não apresenta sintomas de alarme, como perda de peso não intencional. Ao exame físico, não são observados achados significativos. Qual é a conduta mais apropriada para o manejo dessa paciente?
DRGE com esofagite leve e sem sintomas de alarme → IBP + mudanças de estilo de vida.
Em pacientes com DRGE e esofagite leve, a terapia inicial de escolha são os inibidores de bomba de prótons (IBP), que são os mais eficazes na supressão ácida e cicatrização da esofagite. As mudanças no estilo de vida são adjuvantes importantes para o controle dos sintomas e prevenção de recorrências.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. A pirose e a regurgitação ácida são os sintomas clássicos. A endoscopia digestiva alta pode revelar esofagite, que é a inflamação da mucosa esofágica. A DRGE afeta uma parcela significativa da população, impactando a qualidade de vida. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente o esfíncter esofágico inferior (EEI), que permite o retorno do ácido gástrico. O diagnóstico é frequentemente clínico, mas a endoscopia é indicada para avaliar a presença e o grau de esofagite, bem como para excluir complicações ou sintomas de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, sangramento). O tratamento da DRGE com esofagite leve, na ausência de sintomas de alarme, baseia-se na supressão ácida e em mudanças no estilo de vida. Os inibidores de bomba de prótons (IBP) são a terapia mais eficaz, proporcionando alívio sintomático e cicatrização da esofagite. Devem ser prescritos em doses adequadas e por tempo suficiente. As orientações sobre estilo de vida, como elevação da cabeceira da cama, perda de peso e evitar gatilhos alimentares, são adjuvantes cruciais para o sucesso do tratamento e prevenção de recorrências. Antagonistas H2 e procinéticos são menos eficazes para esofagite. Uma nova endoscopia não é indicada rotineiramente sem sintomas de alarme ou falha terapêutica.
Os sintomas mais comuns da DRGE são pirose (azia), uma sensação de queimação retroesternal, e regurgitação ácida, que é o retorno do conteúdo gástrico para a boca ou faringe. Sintomas atípicos podem incluir tosse crônica, rouquidão e dor torácica não cardíaca.
Os IBP são os medicamentos mais potentes para suprimir a produção de ácido gástrico, o que permite a cicatrização da mucosa esofágica inflamada (esofagite) e alivia os sintomas. Eles atuam bloqueando a bomba de prótons nas células parietais, reduzindo significativamente a acidez.
As mudanças no estilo de vida incluem elevar a cabeceira da cama, evitar refeições volumosas antes de deitar, perder peso (se obeso), evitar alimentos que desencadeiam sintomas (café, álcool, alimentos gordurosos, cítricos, chocolate), e parar de fumar.
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