DRGE com Esofagite Leve: Tratamento com IBP e Estilo de Vida

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher jovem, de 28 anos, sem comorbidades relevantes, procura atendimento médico com queixa de pirose ocasional e regurgitação ácida. Ela já realizou uma endoscopia digestiva alta há 6 meses, que evidenciou esofagite de refluxo leve. Não apresenta sintomas de alarme, como perda de peso não intencional. Ao exame físico, não são observados achados significativos. Qual é a conduta mais apropriada para o manejo dessa paciente?

Alternativas

  1. A) Prescrição de antagonistas dos receptores H2.
  2. B) Início de uma dieta rica em fibras e mudança do estilo de vida.
  3. C) Administração de procinéticos antes das refeições.
  4. D) Realização de uma nova endoscopia para reavaliação.
  5. E) Prescrição de inibidores de bomba de prótons (IBP) e orientações sobre mudança do estilo de vida.

Pérola Clínica

DRGE com esofagite leve e sem sintomas de alarme → IBP + mudanças de estilo de vida.

Resumo-Chave

Em pacientes com DRGE e esofagite leve, a terapia inicial de escolha são os inibidores de bomba de prótons (IBP), que são os mais eficazes na supressão ácida e cicatrização da esofagite. As mudanças no estilo de vida são adjuvantes importantes para o controle dos sintomas e prevenção de recorrências.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. A pirose e a regurgitação ácida são os sintomas clássicos. A endoscopia digestiva alta pode revelar esofagite, que é a inflamação da mucosa esofágica. A DRGE afeta uma parcela significativa da população, impactando a qualidade de vida. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente o esfíncter esofágico inferior (EEI), que permite o retorno do ácido gástrico. O diagnóstico é frequentemente clínico, mas a endoscopia é indicada para avaliar a presença e o grau de esofagite, bem como para excluir complicações ou sintomas de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, sangramento). O tratamento da DRGE com esofagite leve, na ausência de sintomas de alarme, baseia-se na supressão ácida e em mudanças no estilo de vida. Os inibidores de bomba de prótons (IBP) são a terapia mais eficaz, proporcionando alívio sintomático e cicatrização da esofagite. Devem ser prescritos em doses adequadas e por tempo suficiente. As orientações sobre estilo de vida, como elevação da cabeceira da cama, perda de peso e evitar gatilhos alimentares, são adjuvantes cruciais para o sucesso do tratamento e prevenção de recorrências. Antagonistas H2 e procinéticos são menos eficazes para esofagite. Uma nova endoscopia não é indicada rotineiramente sem sintomas de alarme ou falha terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?

Os sintomas mais comuns da DRGE são pirose (azia), uma sensação de queimação retroesternal, e regurgitação ácida, que é o retorno do conteúdo gástrico para a boca ou faringe. Sintomas atípicos podem incluir tosse crônica, rouquidão e dor torácica não cardíaca.

Por que os Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) são a primeira escolha para esofagite de refluxo?

Os IBP são os medicamentos mais potentes para suprimir a produção de ácido gástrico, o que permite a cicatrização da mucosa esofágica inflamada (esofagite) e alivia os sintomas. Eles atuam bloqueando a bomba de prótons nas células parietais, reduzindo significativamente a acidez.

Quais mudanças no estilo de vida são recomendadas para pacientes com DRGE?

As mudanças no estilo de vida incluem elevar a cabeceira da cama, evitar refeições volumosas antes de deitar, perder peso (se obeso), evitar alimentos que desencadeiam sintomas (café, álcool, alimentos gordurosos, cítricos, chocolate), e parar de fumar.

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