PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
A questão se refere ao caso abaixo: Uma mulher de 58 anos apresenta uma história de longa data de doença do refluxo gastroesofágico. Ela toma um inibidor da bomba de prótons duas vezes ao dia e reclama de crescente regurgitação nos últimos 6 meses. Ela tem um histórico de diabetes mellitus, obesidade mórbida e hipertensão. Ela nega o uso de álcool, atualmente fuma 1/2 pacote de cigarros por dia e é independente para todas as atividades da vida diária. No mais, ela está com boa saúde sem outros problemas. Seus sinais vitais são normais, o índice de massa corpora é de 39 kg/m² e o exame físico é normal. Qual deve ser o próximo teste diagnóstico?
DRGE refratária ou > 50 anos + Obesidade/Tabagismo → EDA é o próximo passo obrigatório.
Em pacientes com DRGE de longa data e fatores de risco (idade, obesidade, tabagismo) que apresentam piora dos sintomas apesar do uso de IBP, a endoscopia é essencial para descartar complicações e neoplasias.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica com espectro variado. A obesidade aumenta a pressão intragástrica e relaxamentos transitórios do esfíncter inferior, agravando o quadro. Em pacientes com sintomas persistentes de regurgitação sob IBP, deve-se suspeitar de falha mecânica (como hérnia de hiato volumosa) ou complicações estruturais, justificando a investigação endoscópica imediata.
A EDA está indicada na presença de sinais de alarme (disfagia, perda de peso, anemia), em pacientes com sintomas refratários ao tratamento com IBP, e para rastreamento de esôfago de Barrett em homens > 50 anos com sintomas crônicos (> 5 anos) e fatores de risco adicionais (obesidade, tabagismo).
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco: idade (58 anos), obesidade (IMC 39), tabagismo e história de longa data de DRGE, além de sintomas que não estão sendo controlados pelo IBP em dose plena (duas vezes ao dia). A EDA é necessária para avaliar esofagite, Barrett ou adenocarcinoma.
A pHmetria é o padrão-ouro para confirmar o refluxo ácido, mas deve ser reservada para casos onde a EDA é normal e o diagnóstico é incerto, ou como avaliação pré-operatória de cirurgia antirrefluxo para documentar a exposição ácida.
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