DRGE: Diagnóstico Padrão-Ouro e Tipos de Hérnia Hiatal

ENARE/ENAMED — Prova 2022

Enunciado

Paciente com queixa de pirose, azia e regurgitações procura orientações sobre um possível diagnóstico de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e tratamento. Assinale a alternativa que apresenta somente informações corretas que poderão ser fornecidas a esse paciente.

Alternativas

  1. A) O exame padrão-ouro para o diagnóstico é a endoscopia digestiva alta. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo I, chamada de hérnia de rolamento.
  2. B) O melhor exame para o diagnóstico é a manometria. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo II, chamada de hérnia por deslizamento.
  3. C) O melhor exame para o diagnóstico é a pHmetria de 24h. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo II, conhecida como hérnia de rolamento.
  4. D) O melhor exame para o diagnóstico é a esofagografia. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo II, chamada de hérnia por rolamento.
  5. E) O exame padrão-ouro para diagnóstico é a pHmetria de 24h. A DRGE pode ser causada por hérnia hiatal do tipo III, chamada de hérnia por deslizamento.

Pérola Clínica

DRGE: pHmetria 24h é padrão-ouro. Hérnia hiatal tipo I = deslizamento; tipo II = rolamento.

Resumo-Chave

O diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é primariamente clínico, mas a pHmetria de 24 horas é considerada o padrão-ouro para confirmar o refluxo ácido e correlacioná-lo com os sintomas, especialmente quando a endoscopia é normal. É fundamental diferenciar os tipos de hérnia hiatal, sendo a hérnia tipo I (por deslizamento) a mais associada à DRGE.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitos pacientes, caracterizada por sintomas como pirose, azia e regurgitações. O manejo adequado requer um diagnóstico preciso e a compreensão dos fatores contribuintes, como a hérnia hiatal. O diagnóstico da DRGE é frequentemente clínico, baseado na história e resposta a inibidores de bomba de prótons (IBP). No entanto, para casos refratários, atípicos ou pré-cirúrgicos, exames complementares são cruciais. A pHmetria esofágica de 24 horas é o padrão-ouro para quantificar o refluxo ácido e correlacioná-lo com os sintomas, enquanto a endoscopia digestiva alta é fundamental para avaliar a mucosa esofágica e identificar complicações ou diagnósticos diferenciais. A hérnia hiatal, especialmente a do tipo I (por deslizamento), é um fator de risco importante para a DRGE, pois compromete a barreira antirrefluxo. A hérnia tipo II (por rolamento) é menos associada ao refluxo, mas tem maior risco de complicações mecânicas. O tratamento da DRGE envolve modificações no estilo de vida, uso de IBP e, em casos selecionados, cirurgia antirrefluxo.

Perguntas Frequentes

Qual o exame padrão-ouro para o diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?

O exame padrão-ouro para o diagnóstico da DRGE, especialmente em casos sem esofagite erosiva ou para correlacionar sintomas com episódios de refluxo, é a pHmetria esofágica de 24 horas.

Qual a diferença entre hérnia hiatal por deslizamento e por rolamento?

A hérnia hiatal por deslizamento (tipo I) ocorre quando a junção esofagogástrica e parte do estômago deslizam para o tórax. A hérnia por rolamento (tipo II) ocorre quando o fundo gástrico hernia para o tórax ao lado do esôfago, enquanto a junção esofagogástrica permanece no abdome.

Quando a endoscopia digestiva alta é indicada na investigação da DRGE?

A endoscopia é indicada para avaliar a presença e gravidade de esofagite, identificar complicações como esôfago de Barrett ou estenoses, e excluir outras causas de sintomas, mas não é o exame de escolha para confirmar o refluxo em si.

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