UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024
Paciente feminina, parda, 36 anos, obesa, apresenta pirose e regurgitação diariamente há cerca de 3 meses. Nega disfagia, perda de peso, hiporexia, hemorragia digestiva ou outras queixas. Nega comorbidades. Ao terminar de contar a sua história, a paciente fez uma pergunta: preciso fazer algum exame para saber o que eu tenho? Marque a alternativa com a resposta correta a esse questionamento.
DRGE com sintomas típicos e SEM sinais de alarme → tratamento empírico, NÃO exames invasivos.
Em pacientes com sintomas típicos de DRGE (pirose e regurgitação) e ausência de sinais de alarme (disfagia, perda de peso, hemorragia), a conduta inicial é o tratamento empírico com inibidores de bomba de prótons (IBP), sem necessidade de exames diagnósticos como endoscopia ou pHmetria.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo de conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Os sintomas típicos, como pirose e regurgitação, são frequentemente suficientes para o diagnóstico clínico em pacientes sem sinais de alarme. A prevalência da DRGE é alta, afetando uma parcela significativa da população adulta. O manejo da DRGE sem sinais de alarme geralmente envolve uma abordagem empírica. A terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP) por um período de 4 a 8 semanas é a primeira linha de tratamento. A resposta positiva a essa terapia confirma o diagnóstico clínico, e exames invasivos como a endoscopia digestiva alta (EDA) ou a pHmetria de 24 horas não são rotineiramente indicados nesse contexto. A EDA é reservada para pacientes com sinais de alarme, refratariedade ao tratamento ou para rastreamento de complicações como o esôfago de Barrett. Para residentes e estudantes, é crucial reconhecer a importância dos sinais de alarme na DRGE, pois sua presença modifica a conduta, indicando a necessidade de investigação mais aprofundada. A ausência desses sinais permite uma abordagem mais conservadora e custo-efetiva, evitando exames desnecessários e focando no alívio sintomático do paciente. O conhecimento das indicações precisas para cada exame diagnóstico é fundamental para uma prática clínica baseada em evidências.
Os sintomas típicos da DRGE incluem pirose (azia) e regurgitação. A pirose é uma sensação de queimação retroesternal, e a regurgitação é o retorno de conteúdo gástrico ou esofágico para a faringe ou boca.
Sinais de alarme incluem disfagia (dificuldade para engolir), odinofagia (dor ao engolir), perda de peso inexplicada, anemia, hemorragia digestiva (hematêmese, melena), vômitos persistentes e idade avançada (geralmente > 50-60 anos, dependendo da diretriz).
A conduta inicial é o tratamento empírico com inibidores de bomba de prótons (IBP) por 4 a 8 semanas. A melhora dos sintomas confirma o diagnóstico clínico de DRGE, e exames adicionais não são necessários nesse cenário.
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