UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Mulher de 22 anos com queixa de pirose e regurgitação há 3 meses, que piora a noite e com ingestão alcoólica, retorna em consulta após uso de Inibidor de Bomba de Prótons (IBP) por 2 meses, com melhora importante dos sintomas. Assinale a alternativa correta em relação à melhor conduta nesse momento.
DRGE com melhora sintomática após IBP → tentar desmame e observação clínica.
Em pacientes com DRGE que respondem bem ao IBP e não apresentam sinais de alarme, a conduta inicial após o controle dos sintomas é tentar o desmame do IBP ou uso sob demanda, com acompanhamento clínico para reavaliar a necessidade de manutenção.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas como pirose e regurgitação. Sua prevalência é alta, afetando significativamente a qualidade de vida. O manejo inicial geralmente envolve modificações no estilo de vida e o uso de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP), que são altamente eficazes na supressão da produção de ácido. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente o esfíncter esofágico inferior. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas típicos. A endoscopia digestiva alta é indicada em casos de sinais de alarme, falha terapêutica ou para rastreamento de complicações como esôfago de Barrett. Após o controle dos sintomas com IBP, a conduta ideal para muitos pacientes é tentar o desmame gradual do medicamento ou o uso sob demanda, especialmente na ausência de esofagite erosiva grave ou outras complicações. A manutenção prolongada de IBP deve ser reservada para casos específicos, como esôfago de Barrett, esofagite grave recorrente ou pacientes com sintomas refratários, devido aos potenciais efeitos adversos do uso crônico. A observação clínica regular é crucial para monitorar a recorrência dos sintomas e ajustar a terapia conforme necessário.
O desmame do IBP pode ser considerado em pacientes com DRGE que apresentaram melhora significativa dos sintomas após um período de tratamento e não possuem esofagite grave ou complicações.
O uso prolongado de IBP pode estar associado a riscos como deficiência de vitamina B12, hipomagnesemia, aumento do risco de infecções entéricas (ex: C. difficile) e fraturas ósseas.
Sinais de alarme incluem disfagia, odinofagia, perda de peso inexplicada, anemia, hemorragia gastrointestinal e vômitos persistentes, que exigem endoscopia digestiva alta.
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