HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Um paciente procura seu ambulatório com queixas de pirose e regurgitação de líquido para boca, Informa que esses sintomas estão piorando há semanas. Durante o exame físico, você evidencia erosão dentária e mucosa orofaríngea hiperemiada e identifica um quadro de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). O exame complementar considerado como padrão ouro para o diagnóstico de DRGE é:
DRGE: Padrão ouro diagnóstico = Monitoramento ambulatorial de pH esofágico (pHmetria 24h).
Embora a endoscopia digestiva alta seja útil para identificar complicações da DRGE (esofagite, esôfago de Barrett), o padrão ouro para o diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico, especialmente para quantificar o refluxo ácido e correlacioná-lo com os sintomas, é o monitoramento ambulatorial de pH esofágico de 24 horas (pHmetria).
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. Os sintomas clássicos incluem pirose e regurgitação, mas manifestações atípicas como tosse crônica, rouquidão, asma e erosão dentária também podem ocorrer, dificultando o diagnóstico. Embora a história clínica seja fundamental, exames complementares são frequentemente necessários para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e guiar o tratamento. A endoscopia digestiva alta é crucial para identificar lesões da mucosa esofágica (esofagite, úlceras, esôfago de Barrett) e excluir outras patologias, mas não é o padrão ouro para o diagnóstico da DRGE em si, especialmente em casos de DRGE não erosiva. O monitoramento ambulatorial de pH esofágico de 24 horas (pHmetria) é considerado o padrão ouro para o diagnóstico da DRGE. Este exame permite quantificar a exposição do esôfago ao ácido, determinar a frequência e duração dos episódios de refluxo e correlacioná-los com os sintomas relatados pelo paciente, fornecendo informações precisas para o manejo terapêutico. A manometria esofágica, por sua vez, avalia a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior, sendo útil na avaliação pré-operatória ou em casos de disfagia.
A endoscopia é indicada para avaliar a presença de esofagite, esôfago de Barrett, estenoses ou outras complicações do refluxo, ou em casos de sintomas de alarme (disfagia, perda de peso, anemia), mas não é o padrão ouro para o diagnóstico da DRGE em si.
A pHmetria de 24 horas permite quantificar a exposição do esôfago ao ácido, correlacionar os episódios de refluxo com os sintomas do paciente e avaliar a eficácia do tratamento, sendo o método mais sensível e específico para o diagnóstico de DRGE.
Os sintomas típicos incluem pirose (azia) e regurgitação. Sintomas atípicos podem ser dor torácica não cardíaca, tosse crônica, rouquidão, asma e erosão dentária, como no caso descrito.
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