DRGE: Diagnóstico, Investigação e Opções Terapêuticas
CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2017
Enunciado
Paciente do sexo feminino, 45 anos, sobrepeso, vem ao consultório encaminhada pelo otorrinolaringologista, queixando pirose e regurgitação ácida após alimentação rica em gordura e ácidos. Tais sintomas ocorrem quase que diariamente há cerca de 2 anos e pioraram após gravidez e ganho de peso. Refere ainda dor torácica esporádica, retroesternal em queimação, não relacionada a exercícios físicos, episódios ocasionais de disfonia e sensação de globo faríngeo. Nega disfasia e hematêmese. Seu exame físico não tem alterações. Traz consigo uma endoscopia digestiva alta que evidencia hérnia hiatal de 2 cm e ausência de lesões esofagianas, tais como ulcerações ou esofagite. Assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
A) A ausência de lesões esofagianas à endoscopia não exclui a hipótese de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), havendo necessidade de prosseguir com a investigação diagnóstica.
B) A esofagomanometria não fecha diagnóstico de DRGE, porém pode evidenciar situações, tais como a hipotonia do esfíncter esofagiano inferior, que são sugestivas deste diagnóstico.
C) A demonstração de refluxo gastroesofágico através do exame contrastado do esôfago tem maior sensibilidade e especificidade no diagnóstico de DRGE que a pHmetria esofagiana.
D) Caso esta paciente não se adapte ao tratamento clínico com uso crônico de inibidores da bomba de prótons, a indicação de fundoplicatura gástrica com hiatoplastia via laparoscópica deve ser considerada.
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