UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Em relação à doença do refluxo gástrico-esofágico (DRGE), é correto afirmar:
DRGE refratária = resposta ausente/parcial após 4-8 semanas de IBP em dose plena (1-2x/dia).
A refratariedade da DRGE é definida pela falha terapêutica com IBP em dose plena por um período adequado. Isso exige reavaliação diagnóstica e terapêutica, buscando outras causas ou otimizando o tratamento.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta, afetando uma parcela significativa da população adulta. O tratamento inicial geralmente envolve modificações no estilo de vida e o uso de inibidores de bomba de prótons (IBP), que são altamente eficazes na supressão da produção de ácido. A fisiopatologia da DRGE envolve múltiplos fatores, como disfunção do esfíncter esofágico inferior, hérnia de hiato, esvaziamento gástrico retardado e alterações na depuração esofágica. O diagnóstico é frequentemente clínico, mas a endoscopia digestiva alta é indicada em casos de sintomas de alerta ou falha terapêutica. A definição de refratariedade é crucial para guiar a próxima etapa do manejo. A refratariedade ao tratamento da DRGE é definida como a persistência de sintomas após quatro a oito semanas de tratamento com IBP em dose plena, uma ou duas vezes ao dia. Nesses casos, é fundamental reavaliar o diagnóstico, a adesão ao tratamento e considerar investigações adicionais, como pHmetria esofágica de 24 horas ou impedanciopHmetria, para identificar a causa da falha terapêutica e otimizar a conduta.
Sintomas de alerta incluem disfagia, odinofagia, emagrecimento inexplicado, anemia ferropriva, sangramento gastrointestinal, vômitos persistentes e massa abdominal palpável.
A endoscopia é indicada na presença de sintomas de alerta, falha terapêutica com IBP, sintomas atípicos (dor torácica), ou para rastreamento em pacientes com fatores de risco para esôfago de Barrett.
As causas incluem má adesão ao tratamento, uso inadequado de IBP, diagnóstico incorreto (outras doenças esofágicas), esôfago de Barrett, hérnia de hiato volumosa, ou refluxo não ácido.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo