DRGE e Hérnia Hiatal: Manejo Clínico Eficaz

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um homem, 55 anos, obesidade Grau I, hipertenso, em uso de losartana, queixa-se de azia e regurgitação. Ele tem diagnóstico de esteatose hepática, e o USG de abdômen descarta colelitíase. A endoscopia mostra uma hérnia hiatal pequena, por deslizamento, e esofagite erosiva leve. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para esse paciente.

Alternativas

  1. A) Encaminhar o paciente para tratamento cirúrgico da obesidade.
  2. B) Realizar pHmetria esofágica.
  3. C) Receitar inibidor de bomba de prótons, orientar sobre a perda de peso e realizar a orientação dietética.
  4. D) Realizar a correção laparoscópica da hérnia de hiato.

Pérola Clínica

DRGE com esofagite erosiva e hérnia hiatal → IBP + perda de peso + dieta é a conduta inicial mais eficaz.

Resumo-Chave

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) com esofagite erosiva, mesmo na presença de hérnia hiatal pequena, tem como tratamento inicial mais adequado a terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP), associada a medidas de estilo de vida como perda de peso e orientação dietética. A obesidade é um fator de risco importante para DRGE.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. Os sintomas clássicos são azia e regurgitação. A presença de esofagite erosiva na endoscopia confirma o diagnóstico de DRGE erosiva. A hérnia hiatal por deslizamento, mesmo que pequena, é um fator que pode contribuir para a incompetência da barreira antirrefluxo. A fisiopatologia da DRGE envolve múltiplos fatores, incluindo a disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), a presença de hérnia hiatal, o esvaziamento gástrico retardado e a obesidade, que aumenta a pressão intra-abdominal. O diagnóstico é frequentemente clínico, mas a endoscopia é indicada para avaliar a presença de esofagite, hérnia hiatal ou complicações como esôfago de Barrett. A pHmetria esofágica é reservada para casos refratários ou atípicos. O tratamento inicial da DRGE, especialmente com esofagite erosiva, baseia-se na supressão da acidez gástrica com inibidores de bomba de prótons (IBP), que são altamente eficazes. Além da farmacoterapia, as modificações no estilo de vida são cruciais, incluindo perda de peso (especialmente em pacientes obesos), elevação da cabeceira da cama, evitar refeições copiosas antes de deitar e restrição de alimentos que desencadeiam os sintomas. A cirurgia é considerada apenas para casos selecionados e refratários ao tratamento clínico otimizado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?

Os sintomas típicos da DRGE incluem azia (queimação retroesternal) e regurgitação (retorno de conteúdo gástrico à boca ou faringe), que podem piorar após refeições ou ao deitar.

Qual a conduta inicial para DRGE com esofagite erosiva e hérnia hiatal pequena?

A conduta inicial mais adequada é a prescrição de inibidores de bomba de prótons (IBP) para controle da acidez, associada a orientações sobre perda de peso e modificações dietéticas e de estilo de vida.

Qual a relação entre obesidade e DRGE?

A obesidade é um fator de risco significativo para DRGE, pois o aumento da pressão intra-abdominal pode favorecer o refluxo gastroesofágico e a formação de hérnia hiatal, agravando os sintomas e a esofagite.

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